A cidade de Dourados tem 80 crianças acolhidas em abrigos e que estão em processo de destituição do poder familiar para serem adotadas. Destas, quatro já estão totalmente livres para receberem um novo lar e uma nova família.
Para discutir o assunto, o Gaad (Grupo de Apoio à Adoção de Dourados) realiza palestra no próximo dia 24, das 14h às 17h no Sesi.
“O mito mais comum é achar que a adoção tardia, que é aquela em que a criança tem acima de dois anos, causará problemas no convívio familiar, ou que a criança levará traumas para o resto da vida. Por causa desse medo é que 80% dos casais ainda preferem os recém nascidos. Temos que mudar esta mentalidade porque todas as crianças merecem ter uma família, um lar e carinho”, destaca.
Shirley explica que a palestra será ministrada pela juiza da Vara da Infância, Juventude e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun do Prado. O evento acontece em referência ao 25 de maio, data em que se reflete sobre o Dia Mundial da Adoção.
Em Dourados, o Grupo de Apoio à Adoção atua como um espaço de apoio, reflexões e compartilhamento de situações e vivências sobre a adoção. Desde que implantado há 3 anos, o grupo já ajudou a realizar diversas adoções em Dourados. O grupo é formado por profissionais de diversas áreas, psicólogos, médicos, advogados, pais que já adotaram e pessoas que foram adotadas.
Abrigos
Se por um lado existem crianças para serem adotadas em Dourados, por outro, 44 casais estão na fila de espera. As 80 crianças e adolescentes abrigadas estão distribuídas em quatro entidades de acolhimento, que são fiscalizadas pelo Nof (Núcleo de Orientação e Fiscalização).
O Lar Santa Rita atende crianças de até 7 anos. O lar Ebenezer é um abrigo feminino para crianças de 7 a 14 anos. O Renascer é o único governamental, e atende crianças de 14 a 18 anos. O Iame (Instituto de Amparo ao Menor) é masculino e atende até os 18 anos.
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