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Interior

CPI da Sáude presta contas à população de Três Lagoas

26 maio 2014 - 12h03 Por Mayara Medeiros/Assessoria

Mais uma audiência de prestação de contas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, presidida pelo deputado estadual Amarildo Cruz (PT)  foi realizada em Mato Grosso do Sul. A sétima audiência realizada no interior do Estado aconteceu no município de Três Lagoas, na Câmara Municipal.

Amarildo Cruz, que em 2013 presidiu a CPI da Saúde durante os seis meses de trabalho, tem percorrido os 11 municípios do interior de Mato Grosso do Sul, além de diversos bairros de Campo Grande, onde foram investigados os repasses do Sistema Único de Saúde (SUS). A prestação de contas da CPI já aconteceu nos municípios de Paranaíba, Ponta Porã, Dourados, Corumbá, Ribas do Rio Pardo, Coxim, além de alguns bairros da capital.

Durante a audiência, foram relatados os principais problemas constatados durante os trabalhos da CPI da Saúde como a falta de médicos especialistas, profissionais que não cumprem a carga horária determinada, falta de equipamentos e medicamentos, privatização da saúde pública, dificuldade de atuação dos conselhos municipais de saúde, falta de repasses da União e do Governo do Estado aos municípios, má gestão de recursos públicos repassados, falta de leitos em alguns hospitais, estruturas precárias em algumas unidades de saúde de MS, entre outros.

Participaram da audiência, a Secretária Municipal de Saúde, Eliane Cristina Figueiredo, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Edson Aparecido de Queiroz, os vereadores Idevaldo Claudino e Gilmar Garcia, lideranças do PT de Três Lagoas e moradores da região.

CPI da Saúde em MS

 A CPI foi a maior investigação já realizada na saúde de Mato Grosso do Sul. Em seis meses de trabalho mais de 100 pessoas foram ouvidas em 11 cidades do Estado. Mais de 70 mil páginas de informações foram catalogadas por uma equipe composta de 19 técnicos.

Todo o material da investigação foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Denasus, Governo do Estado e Ministério da Saúde. Ao final dos trabalhos o deputado Amarildo Cruz apresentou um voto em separado ao relatório final e pediu indiciamentos e a devolução de recursos públicos gastos indevidamente.

 

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