Depois de quatro anos, uma censura pública, aplicada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), puniu o médico, Sinomar Ricardo, que em 23 de fevereiro de 2010, brigou com um colega de trabalho durante um parto, na cidade de Ivinhema, o que resultou na morte de um bebê. Apesar de ter sido punido, Sinomar pode continuar trabalhando normalmente.
Mesmo tendo recorrido a ação ao Conselho Federal de Medicina (CRM), a punição foi mantida. O médico foi enquadrado em quatro artigos do Código de Ética da categoria. A publicação diz que é inconcebível que o médico desconsidere a assistência a quem lhe confiou a vida, atuando sem zelo, compromisso e dedicação, motivando a evolução desfavorável, além de desrespeitar o paciente quanto ao pudor.
Conforme a investigação, apaciente Gislaine de Matos deu entrada no hospital em trabalho de parto. Gislaine teve a gestação acompanhada pelo médico Orozimbo Ruela de Oliveira Neto. Já com o procedimento de cesária iniciado, o médico se desentendeu com o plantonista, Sinomar Ricardo, que alegou ser o responsável pelo parto por estar em serviço.
Durante a discussão, houve agressão física entre os dois e a paciente foi encaminhada novamente para o quarto. Mais de uma hora depois, a gestante foi atendida por um terceiro médico, contudo a criança já estava sem vida.
Na época, Orozimbo foi punido com afastamento por 30 dias. A punição foi publicada em novembro de 2012 e proibia o médico de exercer a profissão entre 14 de dezembro de 2012 e 12 de janeiro de 2013. "Na verdade não foi nem uma punição, acabou soando como um período de férias para o médico", disse Gislaine de Matos, vítima da atitude confusa dos dois profissionais.
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