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Interior

Ministério da Justiça prorroga prazo para Exército continuar em áreas de conflitos em MS

1 outubro 2015 - 11h24 Por Da Redação

O Ministério da Justiça prorrogou por mais 30 dias a presença das tropas do Exército em quatro municípios de Mato Grosso do Sul para estabelecer a ordem nos conflitos entre indígenas e produtores rurais em propriedades na fronteira com Paraguai.

Os militares dão apoio à Força Nacional e ao Departamento de Operações de Fronteira (DOF). Além de Antônio João, o reforço militar vai continuar em Aral Moreira, Ponta Porã e Bela Vista.

Em Antônio João as sedes de três fazendas estão ocupadas desde o último dia 22 de agosto. Os índios cobram a demarcação de terras e os produtores cobram uma posição do governo federal, já que têm os documentos de posse. A notícia de que o exército vai ficar por mais tempo na região foi bem recebida.

Nesta quarta-feira (30), venceu o segundo prazo dado pela Justiça Federal para os indígenas desocuparem as três propriedades. Na decisão, os índios devem retornar para uma área onde viviam antes dos últimos conflitos. Se não obedecerem, podem responder pelo crime de desobediência.

A coordenação regional da Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que a saída das fazendas está sendo negociada com a Polícia Federal para que a reintegração de posse seja cumprida.

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