Reverter o processo atual de degradação do solo e água da sub-bacia do Rio Taquari, de forma a recuperar as áreas críticas e aumentar a produção e a produtividade das explorações pelo processo de produzir conservando, este é o objetivo do "Projeto de Recuperação do Alto Taquari". Hoje (3) às 8h30 na Câmara Municipal de São Gabriel do Oeste o governador assina da ordem de serviço de Projetos para Recuperação e Conservação de Microbacias da sub-bacia do Rio Taquari e Assina o Termo de Cooperação para Formação da Rede de Viveiros da Bacia do Rio Taquari com os municípios de Alcinópolis, Camapuã, Coxim, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso e São Gabriel do Oeste.
Entre as principais ações desenvolvidas através do projeto estão: o diagnóstico e o levantamento de áreas degradadas; trabalhos de conservação de solo como controle de erosão e de voçorocas; recuperação de áreas de preservação permanente; assistência técnica aos produtores da região e adequação ambiental de propriedades e estradas rurais. O projeto prevê ainda a implantação de unidades demonstrativas de tecnologias para adequação ambiental de microbacias hidrográficas nos sete municípios contemplados.
O projeto é fruto de uma parceria com o Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente (MMA), por intermédio da Agência Nacional de Águas (ANA) e apoio técnico do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA).
Para sua execução foi estabelecida uma parceria entre a Agraer, prefeituras municipais, Secretaria de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e da Tecnologia (Semac), Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e com o Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio Taquari (Cointa).
O projeto envolve recursos na ordem de R$ 3.848.695,00 milhões, sendo R$ 3.450.000,00 de repasse financeiro da ANA e de R$ 398.695,00 de contrapartida do governo do Estado. Para o diretor-presidente da Agraer, José Antônio Roldão, a iniciativa é de extrema importância “uma vez que atua na recuperação de uma importante bacia hidrográfica de Mato Grosso do Sul e permite que se trabalhe junto aos produtores não apenas a questão produtiva, mas também a questão ambiental”. As ações desenvolvidas abrangem uma área de 8.600 hectares, levando benefícios diretos a 125 produtores.
Karla Lyara
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