Em agosto o índice de redução do gás que contribui para o aquecimento global chegou a 90%
O monitoramento do Prevfogo do Ibama em Mato Grosso do Sul registra uma queda expressiva no volume de emissões de gás carbônico na atmosfera por causa de queimadas e incêndios florestais no Estado nos últimos 3 meses desse ano. Em junho as emissões de CO2, gás que contribui para o aquecimento do planeta, registraram uma queda de 56% em relação ao mesmo período do ano passado.
Em julho a redução foi de 48% e neste mês de agosto o índice foi 90% menor do que no ano passado. A principal missão das brigadas que é um programa instituído pelo Ibama, é a de contribuir para a redução das emissões de CO2 na atmosfera.
No Mato Grosso do Sul, conforme especialista ambiental, Prevfogo do Ibama no Estado, Alexandre Pereira, as principais causas das emissões estão nas queimadas para renovação de pastagens e queima da cana-de-açúcar no período da colheita.
O analista ambiental acredita que os números estão em queda porque a estiagem neste ano está mais leve no Estado. Mato Grosso do Sul registrou 1031 focos de calor em 2011 de janeiro até agora contra 1618 focos contabilizados no mesmo período do ano passado. Com esses números o Estado está em 13 lugar no país no ranking de focos de calor. “São 36% a menos de focos de calor neste ano”, diz Alexandre.
Como não está sendo registradas queimadas controladas, que estão proibidas até setembro no planalto e outubro no pantanal, as emissões também estão em queda. "Nós acreditamos também que o trabalho preventivo das brigadas do Prevfogo nos municípios pantaneiros que tradicionalmente mais registram focos de calor têm contribuído para a redução das queimadas e dos incêndios florestais no Estado", diz ele.
Há duas semanas os 120 brigadistas do Ibama em Mato Grosso do Sul estão percorrendo comunidades locais e rurais em volta dos municípios de Corumbá, Miranda, Aquidauana, Porto Murtinho, Jateí e Costa Rica fazendo o trabalho de prevenção de incêndios florestais e educação ambiental nessas que o Prevfogo considera como as regiões mais críticas no Estado. As brigadas orientam a população na realização de aceiros nas propriedades rurais e nos riscos de incêndios nesta época do ano. E orienta a população com relação à proibição de queimadas controladas neste período.
Neste ano o Ibama em Mato Grosso do Sul aumentou de 4 para 6 municípios a presença das brigadas de prevenção e combate aos incêndios florestais e está investindo pouco mais de 1 milhão de reais no treinamento, salários, equipamentos e veículos das brigadas para o combate no Estado.
Outra prioridade em Mato Grosso do Sul foi a de contratar brigadistas de comunidades locais nos municípios escolhidos. Para isso o Ibama contratou neste ano mulheres para a brigada de Costa Rica e índios para as brigadas de Porto Murtinho e Miranda, regiões que concentram aldeias indígenas e reservas demarcadas como a dos Kadwéus em Bodoquena.
Ceyd Moreles
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