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Meio ambiente

Ibama antecipa período crítico de queimadas em Mato Grosso do Sul

21 março 2012 - 05h21 Por Markito

O período crítico de queimadas em Mato Grosso do Sul, que geralmente começa entre os meses de junho e julho, época da estiagem, foi antecipado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A partir de agora, o período de estado de emergência ambiental em Mato Grosso do Sul passa a vigorar de maio a dezembro de 2012. A informação consta na Portaria 94, publicada pelo Ibama no Diário Oficial da União desta terça-feira (20).

Outras regiões como Centro e Sudoeste do Amazonas; Extremo Oeste e Vale do São Francisco da Bahia; Sudeste e Sudoeste do Pará também estão em situação crítica de queimadas nesse período. O documento, assinado pela ministra do Meio Ambiente Izabel Teixeira, estabelece diferentes períodos de estado de emergência ambiental em todo o país.

Nos últimos dias, o número de focos de calor em Mato Grosso do Sul vêm preocupando as autoridades. Conforme dados do PrevFogo, programa de prevenção às queimadas do Ibama, o número de queimadas dobrou este ano. De janeiro até agora, mais de 436 focos de incêndio em vegetação foram registrados. Em 2011, no mesmo período, foram registrados 215 focos.

Entre os municípios com maior índice de queimadas está Corumbá, Rio Brilhante,Porto Murtinho e Jateí. A situação é preocupante principalmente em Corumbá, que concentra 65% dos casos de incêndio no Estado e é uma das cidades com maior número de incêndios florestais do país.

De acordo com o coordenador estadual do Prev Fogo, Márcio Yule, a principal razão para o aumento das queimadas é a falta de chuva nos primeiros meses do ano. “No caso de Corumbá, além da falta de chuva, a característica da região também contribui, pois muitas áreas são de pecuária extensiva. Este tipo de manejo exige a realização do incêndio controlado que, se não for feito da maneira correta, pode se transformar em incêndio florestal”, explica.

Conforme Yule, em Corumbá, a situação está crítica desde dezembro do ano passado, mês em que foram registrados 492 focos de incêndio na cidade. Para trabalhar no combate e prevenção de incêndios na região pantaneira, o órgão possui 6 brigadas de incêndio que atuam em Corumbá, Porto Murtinho, Aquidauna, Miranda, Jateí e Costa Rica.

Além disso, o Ibama realiza palestras educativas em assentamentos e propriedades rurais. Entre as orientações estão as técnicas para a queimada controlada como construção de aceiros em locais estratégicos e horários apropriados para realizar a queima da vegetação.

“O fogo, se usado corretamente, é positivo, faz parte do ciclo da natureza e muitas plantas precisam dele para se renovar, além de ser necessário na produção agropecuária. Por isso, todo produtor que precisar utilizá-lo deve ir em busca de informação para evitar danos ao meio ambiente”, ressalta.

Adriana Oliveira

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