A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul (PMA/MS) vai investigar o caso de um possível crime ambiental em Dourados, denunciado por um pescador amador que preferiu não se identificar.
Segundo o denunciante, uma área que fica ao lado de um pesqueiro localizado às margens do Rio Dourados, próximo à ponte da BR-163, sentido Caarapó, foi completamente cercada, impedindo assim o trânsito de pessoas e animais. O proprietário “lacrou” suas terras com uma tela de arame até a beira do barranco, perto da água.
Ainda de acordo com o pescador, a tela foi instalada logo após o fim da piracema. Placas que alertam sobre privacidade da propriedade e proibição de caça e pesca, também foram montadas. De acordo com Major Queiroz, da PMA de Campo Grande, o dono tem todo direito de cercar suas terras, desde que ele respeite a legislação ambiental e tenha autorização para isso.
“Nós vamos enviar uma equipe de Dourados até o local para fazer um levantamento. Ele não pode cercar até as margens do rio se não for autorizado. Estes locais são Áreas de Preservação Permanente (APP) , e não podem ser alterados. Se ficar comprovado que houve crime ambiental, o responsável irá responder judicialmente, além de ser multado. No caso de degradação de APP, a multa pode chegar a R$ 25 mil por hectare, podendo resultar em prisão”, explicou Queiroz.
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