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Meio ambiente

Pescadores coletam 600 quilos de lixo no rio Paraguai em Corumbá

3 junho 2013 - 15h15 Por Mariana Anjos / Com Informações Diário Online

Sacos e mais sacos de resíduos retirados das águas do rio Paraguai e de encostas próximas mostram que ainda há muito por fazer quando o assunto é consciência ecológica. Quem vive de forma mais direta com esse ambiente sabe o quanto é importante a participação de cada um nesse processo, por isso, os pescadores de Corumbá, se reuniram na manhã desta 2ª feira, 03 de junho, para realizar uma grande limpeza. A ação marcou a abertura da Semana do Meio Ambiente em Corumbá, numa parceria da Colônia de Pescadores Z-1 e a Prefeitura Municipal, por meio da Fundação de Meio Ambiente.

De objetos pequenos, como sacolas plásticas, até pneus e grandes placas de metal oxidadas pelo tempo, foram achados durante a coleta que durou toda a manhã. Parte da equipe ficou em solo buscando os resíduos nas encostas, enquanto outra parte seguiu em embarcações pelo rio.

Com 17 anos como pescador profissional, Benedito Moura Soares, de 55 anos de idade, sente em seu cotidiano o reflexo da falta de consciência ecológica de muita gente. "Sai no anzol mesmo, pedaço de tarrafa, sacola plástica que enche de areia, o anzol enrosca nele e vem, pedaço de pneu", contou ao avaliar que, além de problemas dentro do rio, o lixo descartado de forma inadequada traz problemas à saúde. "Na encosta, a gente pede para não jogar, ainda mais com o mosquito da dengue, tem que limpar mesmo", contou ao Diário.

Nascida e criada no Pantanal, a pescadora Maria Rosa Martinez de Moraes, está na área urbana de Corumbá devido a tratamento de saúde, porém, isso não a impediu de participar do momento de limpeza. "Onde moramos, a gente tenta limpar, usando para fazer artesanato de garrafa misturando com fibra de camalote. Mas falta consciência dos outros, a gente tenta segurar uma coisa e eles soltam outra", contou ao relatar que na região do porto São Pedro, onde reside, mesmo sendo uma região distante da cidade, enfrenta os mesmos problemas.

Mudança de comportamento

Para a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Luciene Deová, a ação visa atingir não apenas os pescadores, mas toda a sociedade. Ela destaca que essa consciência deve ser incorporada à rotina de cada cidadão.

"É muito importante porque demonstra a preocupação não apenas dessas pessoas que precisam, vivem dos recursos que o rio oferece, mas mostra à sociedade que não é apenas durante a Semana do Meio Ambiente que existe a preocupação da conservação dos nossos recursos hídricos", diz ao explicar que o trabalho de educação ambiental só traz efeitos quando feito de maneira sistemática.

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