Para atualizar e aprimorar as investigações e o combate aos crimes de pedofilia e exploração sexual cometidos contra criança, será realizado um treinamento em Brasília, promovido pela Internacional Center for Missing and Exploited Children (ICMEC). O tema é: “Crimes Contra Crianças Praticados por Intermédio do Computador”.
O assunto será tratado sob a ótica do grupo de combate aos crimes de ódio e pornografia infantil. O curso será entre os dias primeiro e 04 de junho, no prédio da Polícia Federal, em Brasília, no Distrito Federal. Participam investigadores, delegados, profissionais do Poder Executivo de todo país.
Mato Grosso do Sul estará representado por investigadores da Capital e também do interior. O curso é de graça, e os participantes pagam a passagem e hospedagem.
Mais informações sobre o órgão que promove o evento podem ser adquiridas no site: www.icmec.org
Pedofilia – Em Campo Grande os crimes de pedofilia têm sido enfrentados pelas polícias civil e militar todos os dias. Na esfera judicial, o promotor de justiça da 27ª Promotoria da Infância e da Adolescência, Sérgio Harfouche, lamenta a falta de amparo às vítimas enquanto os criminosos usam e abusam das benesses da lei. O promotor argumenta que países que adotaram a castração química contra abusadores têm constatado o aumento da libido após a interrupção do tratamento e afirma que "não há resposta segura para devolver um pedófilo à sociedade".
O importante no momento, segundo o promotor, é tentar mudar o foco da avaliação da tutela jurisdicional do preso. Na opinião dele, existe "um arcabouço de proteção aos homicidas, traficantes, ladrões, mas não se fala da proteção às vítimas" que no caso dos pedófilos e estupradores são crianças. "Se for preciso sacrificar um bem jurídico, que seja castigado o do criminoso", disse Harfouche, afirmando que "se a castração física for o que precisamos e o único recurso para proteger essas crianças, então que seja".
Proteção - Uma das maneiras de proteger as crianças é a atenção redobrada da família. Cuidar das crianças e protegê-las de pessoas que queiram se aproximar, pois nunca se sabe qual a verdadeira intenção. Outra maneira de cuidar é sempre estar atento ao que as crianças acessam na internet. As crianças são vulneráveis aos adultos; acreditam neles, confiam facilmente, aceitam balas, presentes e dinheiro como se fossem de fato, presentes, mas no fundo escondem as piores intenções.
Ceyd Moreles
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