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Polícia

Presos na "Operação Babushka" são transferidos para presídio na Capital

10 junho 2011 - 11h14 Por Markito

A "Operação Babushka", desencadeada nesta manhã (10) pela Polícia Federal em Corumbá, que resultou na prisão de servidores públicos do Estado e policiais militares, teve apoio da Central de Inteligência da PM. Conforme o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Alberto David dos Santos, os policiais militares presos estão na graduação de cabo, um é da reserva remunerada e os outros três integrantes do 6º BPM, em Corumbá. Nesta manhã os policiais foram conduzidos à PF de Corumbá para prestarem depoimento em seguida foram encaminhados para o Presídio Militar Estadual de Campo Grande.

O comando-geral informou ainda que os policiais militares devem permanecer presos à disposição da justiça e que será instaurado na PM um Conselho de Disciplina para averiguação dos fatos. Conforme nota da coorporação, "O comandante-geral, coronel David não medirá esforços para a apuração das denúncias e não se furtará a tomar as medidas legais cabíveis para preservar o nome e a credibilidade da Polícia Militar junto a sociedade sul-mato-grossense". 

Descaminho - A Polícia Federal desarticulou uma quadrilha  composta por funcionários públicos, transportadores e comerciantes de roupas oriundas da Bolívia, os chamados "sacoleiros", que realizavam o transporte de mercadorias, especialmente roupas, cruzando a fronteira sem o pagamento dos impostos incidentes na importação, o que configura o crime de descaminho.

O delegado da PF em Corumbá, Alexandre Nascimento estima que os prejuízos em tributos ultrapassem R$ 500 milhões em um ano de investigação. Os acusado vão responder pelos crimes de formação de quadrilha, descaminho, corrupção ativa e passiva. Se condenados podem pegar de 8 a 20 anos de prisão em regime fechado.

"A investigação começou com objetivo de desarticularmos uma quadrilha de traficantes de drogas, com ligação em São Paulo, mas descobrimos este forte esquema de facilitação de entrada de mercadorias da Bolívia para serem revendidas no Brasil. Demorou muito pouco tempo para chegarmos até os facilitadores do esquema", explica o delegado. Ainda conforme Nascimento, outras pessoas podem ser indiciadas por envolvimento no esquema, por enquanto, trinta já estão sendo investigadas. Para ele, o lucro na revenda das peças adquiridas no país vizinho podem chegar a 600%.


Ceyd Moreles

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