A Polícia Federal, delegacia de Dourados, instalou esta manhã (14) uma unidade móvel na Reserva Indígena. A PF dispõe da infraestutura para procedimentos de praxe na carreta bitrem furgão que está instalada em frente a Escola Municipal Tengatui Marangatu, o Centro Unificado de Educação (CEU), localizada na Aldeia Jaguapiru, que atende à Educação Básica.
A instalação da 'delegacia' itinerante na Reserva é o sonho das lideranças indígenas, que se veem às voltas com a escalada da criminalidade nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Informação recém chegada à unidade da PF na Reserva é que indígena, preso durante operação desencadeada esta semana, continua traficando da cadeia. O pessoal dele, continuaria vendendo droga livremente e, conforme noticiaram o site Douradosagora e O Progresso, estariam utilizando crianças para carregar os papelotes de cocaína e maconha.
O delegado da PF, Antônio Carlos Muriel e o major militar, PM Carlos Silva, estão em reunião com lideranças indígenas que desde o início das diligências vêm tentando contribuir para o andamento dos trabalhos ostensivos de combate ao narcotráfico nas aldeias de Dourados.
Desde o final de semana passada, quando a PF deflagrou a Operação Tekohá, o site Douradosagora e jornal O Progresso denunciaram, em primeira mão, que traficantes e comerciantes vêm se apoderando de documentos dos indigenas - cartão do Bolsa Família, entre outros benefícios - como forma de assegurar junto às famílias de dependentes quimicos, moradores nas aldeias, o pagamento de dívidas referentes a compras de drogas.
Além dos documentos, o Douradosagora e O Progresso denunciaram que traficantes já tinham se apossado de, pelo menos, 18 casas populares que hoje estão sob controle do tráfico na Reserva Indígena de Dourados.
Helton Verão com informações do Dourados Agora
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