Nesta manhã está sendo julgado o procurador de Justiça Carlos Alberto Zeolla, denunciado por matar o sobrinho, Cláudio Alexander Joaquim Zeolla, com um tiro.
Zeolla está sendo indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, ele também pronunciado por entregar veículo automotor à pessoa não habilitada.
O crime ocorreu no dia 3 de março de 2009, por volta das 8h20, na Rua Bahia.
Conforme a denúncia, na manhã anterior, Cláudio teria agredido pai de Zeolla, que chegou a ser encaminhado ao hospital para atendimento médico. Ao saber, Zeolla procurou o sobrinho para se vingar, mas não o encontrou.
No outro dia, ele pediu para um adolescente dirigir o seu carro, e foi até o local onde sabia que o sobrinho iria e ficou aguardando.
Assim que Cláudio chegou, Zeolla desceu do carro com a arma e atirou.
Em relação à forma do crime, Zeolla foi denunciado em emboscada, por ter surpreendido o sobrinho.
Foi instaurado incidente de insanidade mental do réu, que era procurador de Justiça, o que provocou a suspensão do processo criminal até sua resolução. Depois do incidente, o processo principal retomou o seu curso.
Foram ouvidas seis testemunhas do Ministério Público Estadual e nove testemunhas de defesa. A defesa quer que seja retirada a qualificadora de motivo torpe do assassinato.
Sobre o incidente de insanidade mental, o juiz só vai decidir aceite ou não após o julgamento.
Ana Maria Assis
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