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Polícia desmantela quadrilha de roubo de gado no Pantanal

16 julho 2011 - 07h28 Por Markito

A Polícia Civil de Corumbá investiga uma rede criminosa especializada em furto e roubo de gado no Pantanal. Uma parte da quadrilha foi desmantelada no final da última semana com a prisão de três pessoas na região do Paiaguás. Apenas uma vítima teve cerca de 2 mil cabeças de gado furtadas num período de três a cinco anos. 

Responsável pelas investigações, o delegado de Polícia Civil, Enilton Zalla, disse que já identificou os principais autores desse tipo de crime. Eles estariam escondidos no meio do Pantanal, nas Colônias São Domingos e Cedro. O crime era extremante lucrativo para o bando. "É uma rede sim, mas eles procuram mascarar o crime criando notas fiscais, que é outro crime", afirmou.

"Na semana passada, recebemos uma vítima, que nos contou que uma quadrilha havia ingressado na fazenda dela, subtraído diversas cabeças de gado e que este grupo estaria armado. Ele nos forneceu avião e fomos até o local. Tomamos conhecimento de quem eram os indivíduos e que estavam trabalhando numa fazenda que fica cerca de uma hora e meia a cavalo do local. Fomos lá, reuni todos, entrevistei um por um e observei que tinha um conjunto de 20 reses, prontas para a venda. Comecei a observar contradições e percebemos que o grupo tinha praticado sim o roubo na fazenda. Defini como roubo porque estavam armados e se manifestaram com as armas quando avistaram os peões da fazenda da vítima, foi roubo majorado do uso de armas e concurso de pessoas e formação de quadrilha", contou o delegado.

O flagrante foi configurado porque um boi tirado da fazenda da vítima estava no local. Três homens foram trazidos para a delegacia e autuados por roubo e formação de quadrilha. Podem ficar até 8 anos presos se condenados judicialmente. O trio acusado acabou sendo liberado posteriormente por atender uma série de requisitos previstos em lei. "Mas conseguimos desmantelar uma quadrilha, indiciei três pessoas e tem mais três para indiciar. Já foi um tiro no pé deles. Nas Colônias São Domingos e Cedro estão os principais autores desse tipo de crime, eles ficam lá", disse Zalla.

"Agora, trabalhamos para identificar os autores que estão subtraindo as reses e as barcas que estão receptando na forma de transporte. Vamos identificar também quem compra esse gado e quem vende", adiantou o delegado. O grupo ainda comete outro crime. "Uma barcaça que chega aqui precisa de nota fiscal, essa nota está no nome de alguém. Quero saber como esse alguém está comprando tanto gado, quem está vendendo e comprando tão barato assim. É uma ação grande e complexa, mas que definitivamente a Polícia Civil de Corumbá está trabalhando para esclarecer e punir autores", ressaltou.

O roubo de gado tem a finalidade única de revenda e o negócio é lucrativo. "Só de uma área, eles levaram 70 reses e isso significa 70 mil reais. Às vezes eu não tenho, aqui na delegacia, furtos, no somatório do mês, com esse montante", completou Zalla. "Um dos autores disse que recebia 100 reais para trazer uma rês", explicou.

 

Camila Bertagnolli/Fonte: Diarionline

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