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Polícia

Assaltantes de motos afirmam que dinheiro seria usado para "melhorar de vida"

9 setembro 2011 - 08h29 Por Markito

Cézar Augusto Zaguini Toledo e Simei Fonseca de Araújo, ambros de 20, foram presos por roubar uma moto Yamaha de 1.000 cilindradas, para vender na Bolívia em um preço de 8 a 10 mil dólares, sendo que a motocicleta é avaliada em R$ 40 mil. Eles foram apresentados pela polícia nesta manhã de sexta-feira (9) na Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv).

O roubo da Yamaha ocorreu na semana passada, sexta-feira (2) por volta das 22h, um dia depois de eles já terem roubado uma Honda Titan vermelha nas proximidades da antiga rodoviária. Os dois se dizem “irmãos de criação” e são ex-moradores do bairro Los Angeles. Eles estavam na moto Titan passando pela Rua Brilhante, quando viram a vítima montado na Yamaha, distraído, falando ao celular. Abordaram o rapaz, e “trocaram” de moto com ele. “Nós deixou a nossa moto lá, a moto que nós comprou, nós deixou pra ele voltar”, disse Cézar, um dos assaltantes.

Com ar de despreocupados e bem-humorados, os dois contaram que chegaram a andar na velocidade de 250 Km/h na motocicleta. Após 20 quilômetros do posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Miranda, pelo qual eles passaram nesta velocidade, a moto teve um problema mecânico e eles tiveram que parar, foi quando os policiais conseguiram prender os dois, por volta das 2h de sábado.

Tanto Cézar quanto Simei possuem passagem pela polícia, inclusive por homicídio, que eles mesmos contam com bastante naturalidade. “121, homicídio, Dona”, disse Cézar de cabeça levantada. Ambos mataram quando ainda eram menor de idade, e chegaram a ser internados em Unidades Educacionais do Estado.

Conforme os dois, o dinheiro não seria usado para comprar drogas, mas sim para “melhorar de vida, porque a coisa tá feia”. Cézar comentou com a imprensa que não está com medo da prisão, porque já “tem uma ideia” de como é, pelo o que os seus colegas já lhe contaram. “Cadeia não é boa pra ninguém”, mas pouco depois ele avisa: “mas prisão não é eterna, não é senhora?”. Afirmando que não tem nada a perder, Cézar diz que é o único “desviado” de sua família. “Mãe nenhuma gosta, mas depois que você entra pro crime, vê dinheiro fácil, aí não sai mais”.

Questionado sobre seu futuro, Cézar respondeu com ar de riso: “E ladrão tem futuro dona?”, enquanto seu colega, Simei, algemado junto dele, deu risada. Ao ver a surpresa dos jornalistas com tanto bom-humor, Simei disse ainda: “Tem que rir pra não chorar”.

Pouco antes de serem levados pela polícia, os assaltantes deixaram a visão do ladrão sobre a cela: “Cadeia não é para eternidade”, disse Cézar, enquanto Simei completou arrumando o cabelo: “Um dia nós sai”.

Ana Maria Assis

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