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Polícia

Polícia investiga preso por instalar "chupa-cabra"

15 setembro 2011 - 13h08 Por Markito

José de Mesquita Sousa, de 36 anos, aguarda uma decisão judicial para ser transferido para o presídio de Segurança Máxima na Capital ou para uma das celas do presídio da cidade de Três Lagoas, onde praticou crimes de furto qualificado e instalação de “chupa-cabra” em agências bancárias do município. O acusado foi apresentado na tarde dessa quinta-feira (15) na sede do Garras, no bairro Flamboyant em Campo Grande, onde está detido provisóriamente. Durante entrevista aos jornalistas, José de Mesquita ficou de costas, e não quis falar nada acerca das acusações que pesam contra ele. 

Segundo o delegado responsável pela investigação, Rodrigo Yassaka, o acusado não agia sozinho. “Estamos investigando a possível participação de uma segunda pessoa, mas não podemos adiantar nada”, disse. José de Mesquita, segundo o delegado, conhece muito bem sobre o manuseio e instalação de “chupa-cabras”. 

No último domingo (11), José de Mesquita Sousa foi surpreendido por Policiais rodoviários federais, quando trafegava em um veículo Honda Civic, cor preta, com placa de Brasília (DF), pela rodovia BR-163, em posse de diversos equipamentos eletrônicos (leitora de cartão magnético, HD externo, notebook, cabos de conexão, fitas adesivas e placa contendo microcâmera). Todo material apreendido passa por perícia.

Com antecedente criminal pela prática de furto qualificado, ele teria instalado chupa-cabras em agências bancárias de Nova Hamburgo (RS), Sousa confessou ter instalado também o equipamento, entre os dias 09 e 10 de setembro, em uma agência do Banco Sicredi, em Três Lagoas.

Em seu notebook e no HD externo foram encontradas imagens de clientes inserindo cartões e digitando senhas bancárias. Durante seu interrogatório, Sousa disse que não havia conseguido obter lucro com fraude, pois fora detido pelos policiais rodoviários antes que conseguisse consumar o crime. Ele foi formalmente indiciado pela prática do delito de furto qualificado mediante fraude, cuja pena pode chegar a oito anos de reclusão. 

Ceyd Moreles

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