Menu
Busca domingo, 23 de agosto de 2026
Polícia

Operação contra tráfico resulta na prisão de 23 policiais militares em MS

27 outubro 2011 - 07h10 Por Markito

Duas operações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Mato Grosso do Sul resultaram na prisão de 23 policiais militares suspeitos de receberem propina para facilitar o contrabando de mercadorias.

Durante as operações Holambra e “Fumus Malus” (Fumo do Mal), realizadas nesta segunda (24) e nesta quarta (26) respectivamente, foram cumpridos 31 mandatos de prisão. Cinco pessoas estão foragidas, e os detidos estão no Presídio Militar da Capital.

Em entrevista coletiva realizada no Ministério Público Estadual (MPE) nesta quarta-feira (26), a promotora do Gaeco Jiskia Sandri Trentin explicou que os policiais corruptos atuavam em dois grupos, em Sidrolândia.

De acordo com a promotora, um grupo cuidava apenas do contrabando de cigarros enquanto o outro era responsável por outros produtos, como pneus e roupas. As mercadorias eram oriundas do Paraguai. O pagamento não era feito com base em uma tabela fixa, e o valor variava conforme o policial.

Alguns policias exigiam um pagamento extra para liberar carregamentos retidos.

Ainda segundo Trentin, da fronteira até a Capital o contrabando era feito em carros de passeio, e os contrabandistas tinham olheiros, para identificar quem estava no posto e se era um policial envolvido no esquema. Já em Campo Grande, a mercadoria era colocada em carretas e o carregamento seguia para os Estados vizinhos.

Na entrevista, também foi revelado um possível atentado contra o coronel Carlos Alberto David dos Santos, da PM, e major Joilson Queiroz Santana, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

A informação foi dada pelo próprio coronel, que afirmou ter ficado sabendo da ameaça de morte há cerca de 30 dias. “A suspeita principal é que tenha vindo de policiais presos nestas ações”, disse.

As investigações devem ser concluídas entre 15 e 30 dias, e os policiais envolvidos serão denunciados por concussão (exigência de dinheiro ou vantagem em razão da função que ocupa), corrupção passiva e formação de quadrilha.

As operações contra o contrabando também foram realizadas no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e Amapá, por decisão do Conselho Nacional dos Procuradores de Justiça.

Camila Bertagnolli

Leia Também

Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Detran de Mato Grosso do Sul passa a oferecer opção de CNH exclusivamente digital
Equipamentos e 522 viaturas:
Equipamentos e 522 viaturas:
Projeto de IA do Detran-MS
Projeto de IA do Detran-MS
Detran-MS alerta sobre golpe:
Detran-MS alerta sobre golpe: