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Polícia

Polícia do RJ realiza operação contra tráfico e lavagem de dinheiro na Capital

1 dezembro 2011 - 07h16 Por Markito

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está nesta quinta-feira (1º) em Campo Grande realizando ações da "Operação Scriptus", de combate ao tráfico de drogas, crime organizado e lavagem de dinheiro. Já foram apreendidos documentos em pelo menos duas lojas de revenda de automóveis, empresas que, segundo as investigações, faziam parte do esquema articulado pelo traficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, durante o período em que cumpriu pena no Presídio Federal da Capital.

A operação também está sendo realizada no Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Ao todo, são cerca de 200 agentes envolvidos na ação. Os policiais tentam cumprir 20 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão nos quatro Estados.

As ações estão sendo realizadas desde a madrugada pela polícia carioca, que conta com o apoio de agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). O grupo agiu em pelo menos cinco bairros e oito diferentes endereços da Capital.

"Operação Scriptus"

Desencadeadas pelo Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (NUCC – LD), com apoio da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e da Coordenadoria de Inteligência e Informação Policial (Cinpol), as investigações analisaram 14 retalhos de papel com manuscritos de Fernandinho Beira Mar.

O material foi apreendido durante a ocupação do Complexo do Alemão, e através dele a polícia descobriu como foi obtida grande parte das armas e drogas para a comunidade, além de como era realizada a lavagem de dinheiro. De acordo com o que foi apurado durante as investigações, pelo menos um quarto das 40 toneladas de maconha apreendidas durante a ocupação chegou ao local através do esquema montado por Beira Mar.

O traficante montou uma estrutura para legalizar recursos da venda de maconha, cocaína e armas, e usava bilhetes para se comunicar com o restante do pessoal. Os envolvidos no esquema responderão por tráfico de drogas, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Atualmente, Fernandinho Beira Mar cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, por homicídio e tráfico de drogas.

Camila Bertagnolli

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