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Polícia

Dois policiais acusados pela morte de juíza no RJ chegam hoje no Presídio de Campo Grande

15 dezembro 2011 - 07h27 Por Markito

Depois de um dos maiores traficantes da Rocinha, o Nem, agora é a vez de serem transferidos para o Presídio Federal de Campo Grande os acusados pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli no dia 11 de agosto deste ano. O tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira e o tenente Daniel Santos Benitez Lopez, presos em Bangu I, devem chegar nesta quinta-feira (15), na Capital e vão ser postos em regime disciplinar diferenciado (RDD) no presídio de segurança máxima.

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul autorizou o recebimento dos acusados. De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o presídio foi escolhido porque possui uma ala para policiais. Os dois respondem pelo homicídio triplamente qualificado da magistrada (motivo torpe, mediante emboscada e com o objetivo de assegurar a impunidade do arsenal de crimes) e por formação de quadrilha armada.

O juiz Peterson Barroso Simão, da 3ª Vara Criminal de Niterói, decidiu pela transferência de Oliveira e Benitez porque é atribuído a eles o planejamento e a execução do crime. A decisão determina que eles fiquem ao menos seis meses na penitenciária federal no regime disciplinar diferenciado. Os dois e os demais acusados: o cabo Sérgio Costa Júnior, o cabo Jeferson de Araújo Miranda e os soldados Jovanis Falcão Júnior, Charles Azevedo Tavares, Alex Ribeiro Pereira, Júnior Cezar de Medeiros, Carlos Adílio Maciel Santos, Sammy dos Santos Quintanilha e Handerson Lents Henriques da Silva estão todos presos. A Justiça decidiu que eles vão a júri popular.

Mais traficantes

Ainda esta semana, também serão transferidos para o presídio federal em Campo Grande os traficantes Nelson Rodrigues dos Santos, vulgo “Nelsinho da Mineira”, Sergio da Costa Brum, vulgo “Trajano”, e Julio Cesar Coelho Costa Junior, o “Periquito”.

O presídio federal de Campo Grande é monitorado 24 horas por câmeras que transmitem informações para as centrais da própria unidade e da sede do Depen, em Brasília.

Além de Nem, a penitenciária também já abrigou o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que atualmente está no estabelecimento federal de Catanduvas (PR).

Karla Lyara

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