Sete suspeitos de envolvimento na morte do campo-grandense Hemerson Pereira FortKamp, de 30 anos foram presos na noite desta terça-feira (14) pela Polícia Judiciária de Portugal. O primo da vítima, André Fresneda, que estava com ele - no momento que ele foi espancado quando saia de uma festa - foi chamado, na manhã de hoje, para identificar os presos.
Os envolvidos, cinco homens e duas mulheres, foram identificados pelo retrato falado e também vídeos feitos pelas câmeras da boate Kapital, no Centro de Lisboa. Um deles é segurança da boate.
Outras testemunhas que presenciaram a agressão devem ser chamadas para prestarem depoimentos e fazer o reconhecimento dos suspeitos.
A mãe de Hemerson, Antônia Pereira disse que gostaria que houvesse justiça. “Essas pessoas não podem ficar impunes”, comentou.
Agressão
Hemerson Pereira Fortcamp, de 30 anos, morreu após ser espancado na saída da discoteca Kapital, em Lisboa, em Portugal. Ele foi agredido no dia 29 de janeiro, foi socorrido, mas não resistiu e morreu no hospital. O laudo da necropsia apontou que ele morreu em decorrência de um traumatismo craniano.
A vítima estava com o primo André Fresneda, que levou quatro pontos no rosto. Segundo o primo, eles haviam chegado na discoteca às 5 da manhã e ficaram até o fechamento, às 7h. Quando foram pagar a conta começou um empurrar-empurra e alguém disse “isso é coisa de brasileiro”, e a briga seguiu do lado de fora, onde apareceram sete rapazes e duas garotas.
André conseguiu fugir e se lembra apenas de uma pessoa batendo com uma garrafa de cerveja e outro com meia calça e uma pedra dentro. Ao chegar ao hospital, André ficou sabendo que o primo estava em coma.
Uma funcionaria da discoteca disse que Hemerson teria a apalpado e a teria seguido até a sua casa. Em legítima defesa, ela o agrediu com a garrafa. Os responsáveis da discoteca negaram na época que a mulher trabalhe no local.
Karla Lyara
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