Preso por estupro de vulnerável há mais de um ano, o escrivão e jornalista Nicodemus Moura Rodovalho de Alencar, de 47 anos, foi demitido da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. A demissão foi publicada no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul de ontem (27).
O policial teria cometido o crime contra cerca de cinco crianças e adolescentes, segundo informações da própria Polícia Civil, divulgadas em janeiro de 2011.
A demissão do policial foi justificada por ele ter descumprido regras de ética da corporação, entre elas “valeu-se de sua qualidade de servidor policial civil, para melhor desempenhar atividades estranhas ou incompatíveis às funções...em detrimento da dignidade do cargo ou função”. A regra é fundamentada pelo artigo 164 da Lei Orgânica da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul.
Cometendo o crime, Alencar deixou de cumprir obrigações como servidor da polícia, entre elas, “conduzir-se, na vida pública como na particular, de modo a dignificar a função policial”, “obedecer aos preceitos éticos e aos atos normativos regularmente expedidos” e “ter irrepreensível conduta profissional, pugnando pelo prestígio do serviço do Policial Civil e velando pela dignidade de suas funções”.
Alencar trabalhava na polícia desde 2009. Ele teria ameaçado adolescentes para manter relações sexuais. Após denúncia, a Corregedoria da Polícia Civil investigou e descobriu o crime.
Depois de iniciados os depoimentos, o escrivão teria ameaçado ainda mais as adolescentes, para que não dissessem a verdade.
Alencar foi preso enquanto trabalhava, na delegacia de Coronel Sapucaia, que fica na fronteira com o Paraguai, a 380 km de Campo Grande.
Ana Maria Assis
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