Policiais Federais entraram em greve desde essa terça-feira (07), por tempo indeterminado. A paralisação foi iniciada por quase todos os estados brasileiros, exceto o Rio de Janeiro. Eles reivindicam ao Governo Federal o reconhecimento de cargos e carreiras de agentes, escrivães e papiloscopistas como nível superior, juntamente com correção de salários.
Com a greve os serviços de investigações, retirada de passaportes e operações de prevenção e repressão ao tráfico de drogas, por exemplo, estão suspensas. De acordo com o presidente do Sinpef MS – Sindicato dos Policiais Federais em Mato Grosso do Sul, Jorge Luiz Ribeiro Caldas, é uma solicitação de tempos atrás, que possamos ser reconhecidos em nossos registros, atribuições e salários de acordo com o que foi proposto no concurso publico que prestamos e não da maneira que está.
Ele também destacou que a categoria quer a saída do diretor geral de Polícia Federal, com justificativa que a autoridade não representa os cargos menores, como agentes, escrivães e papiloscopista e sim, apenas os cargos maiores, como os delegados, cujo é o dele. “Estamos aguardando o contato do Governo Federal, pois é uma definição aguardada há um bom tempo”, disse Caldas, relatando que eles também querem que o governo veja que as condições de trabalho são precárias, basta ver os postos de atendimento das rodovias do estado, totalmente sem infra-estrutura para o trabalho e atendimento da população.
De acordo com o presidente na cidade de Ponta Porã e Corumbá, os policiais estão realizando a operação padrão, para não deixar liberadas as estradas de fronteira com o Paraguai e possibilitar a entrada de entorpecentes livremente, mas mesmo assim não é o trabalho normal e esta fiscalização vai ficar defasada.
No primeiro dia da greve, os policiais fizeram uma mobilização e entregaram seus distintivos e suas armas, como forma de protesto e confirmação da paralisação.
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