Os cinco acusados de crime de latrocínio Weverson Gonçalvez Feitosa, 22, Raul Andrade Pinho, 18, Rafael da Costa Silva, 22, o irmão de Rafael, menor de idade, que não teve o nome divulgado, e a mulher de Rafael, Dayane Aguirre Clarindo, 24, tiveram a prisão preventiva decretada pela juíza Saskia de Oliveira, no último sábado (01).
A decisão judicial é baseada na garantia da ordem pública, devido às circunstâncias do crime serem desfavoráveis aos réus. Eles são responsáveis pela morte de Breno Luigi Silvestrini de Araújo, de 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, de 19 anos. O objetivo da quadrilha era furtar o veículo em que estavam, uma Pajero, para vender o mesmo na Bolívia. O crime aconteceu na noite da última quinta-feira (30).
Criminosos de alta periculosidade no meio Social
“Nós estamos com marginais cruéis, violentos, animalescos realmente, mas que a sociedade tem que ter a certeza de que são pessoas que convivem no meio social”, ressalta a delegada da Defurv, Maria de Lourdes Souza Cano, que aponta para que seja destacado o fato de que ambos os autores diretos do crime, cursavam na Capital o curso de Radiologista, há mais de um ano e meio em uma Escola particular de Campo Grande, e faziam estágio em hospitais. Weverson fazia estágio em um hospital de Aquidauana e Rafael em um hospital de Campo Grande.
Ligação com o crime e antecedentes
Os autores alegam que há mais de três meses conheceram uma pessoa na Capital que encomendavam os veículos.
Há informações de que tanto Rafael quanto sua esposa, Dayane, têm acesso a pontos de tráfico de drogas.
Eles já praticaram outro crime na cidade de Anastácio, onde o piloto de um avião foi morto.
Eles decidiram que iriam abordar um veículo na estrada naquele dia, e como não tiveram êxito, viram a vítima passando a uma velocidade de 20 Km/h, aproximadamente, quando o “Japa” chamou a atenção dela que em seguida já levou um tiro dado por Rafael, não tendo tempo de saber o que estava acontecendo.
Eles passaram para a caminhonete e tentam tirar o reboque, mas como não conseguiram por ser um local de muito movimento, abandonaram tanto a vítima quanto o veículo.
“Se trata de uma quadrilha isolada e diferenciada por se tratar de pessoas que deveriam ser cultas, por fazer cursos técnicos especializados, no entanto, fazem o curso, estão no convívio social e também se tratam de marginais altamente qualificados”, afirma a delegada.
Outro planejamento
Há três dias antes do assassinato dos adolescentes, os criminosos estavam cuidando outra caminhonete Hilux, nas proximidades da Via Park. Eles vigiaram os movimentos da condutora, já tendo toda a situação da pessoa e só desistiram de levar o carro pela dificuldade que foi apresentada no momento. A partir daí, planejaram a busca de outra situação mais favorável à ação deles, encontrando o veículo dos jovens.
Situação atual
Os presos ficarão na Delegacia à disposição da investigação para esclarecer outros possíveis crimes. Eles foram indiciados por corrupção de menores, roubo qualificado, latrocínio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver.
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Dayane foi a primeira a ser encontrada pelos policiais / Foto: Daniela Teófilo Longo