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Polícia

Mais de 2 toneladas de produtos impróprios ao consumo são apreendidos

12 dezembro 2012 - 12h38 Por Mariana Anjos / Com Informações Perfil News

Na semana de 03 a 08/12, policiais civis da DECON e Fiscais Agropecuários da IAGRO realizaram ação conjunta visando o combate ao trânsito e comércio de produtos de origem animal clandestinos na capital e nos municípios de Jaraguari, Corguinho, Rochedo, Rio Negro e Terenos.

No total foram apreendidos mais de 02 (duas) toneladas de produtos cárneos e 35 (trinta e cinco) kg de queijo caipira impróprios ao consumo. A maior parte das apreensões foi realizada nos municípios de Corguinho, Rio Negro e Campo Grande.

Nas cidades de Corguinho e Rio Negro as apreensões ocorreram em supermercados e açougues, com o apoio de equipes das Vigilâncias Sanitárias locais. Os estabelecimentos comercializavam carnes provenientes de abatedouros clandestinos, sem qualquer tipo de inspeção sanitária, fabricavam irregularmente lingüiças e charque e, ainda, acondicionavam os produtos de maneira irregular, ou seja, em desacordo com as normas higiênico-sanitárias vigentes.
 
Na capital, os policiais e fiscais agropecuários, mediante denuncia anônima, deslocaram-se até uma distribuidora de carnes (miúdos) localizada no Bairro Aimoré e constataram que o transporte dos produtos era realizado de maneira irregular, tendo em vista que as carnes eram acondicionadas na caçamba de um veículo tipo pick-up, sem qualquer refrigeração. Verificou-se ainda que a temperatura da câmara fria do local, onde os produtos eram estocados, mantinha as carnes em temperatura inferior ao recomendado, o que ocasionava a degradação das mesmas.
 
Vale dizer que a apreensão e destruição de todos os produtos impróprios ao consumo fora realizada pelos fiscais agropecuários da IAGRO. Cabe salientar que o consumo de tais produtos pode acarretar diversas doenças para o ser humano, como cisticercose, brucelose dentre outras, além de transtornos gástricos tais como diarréia, vômitos, podendo, inclusive, levar a óbito.
 
Além de procedimento administrativo junto à IAGRO, os responsáveis responderão a inquérito policial, por crime contra as relações de consumo, cuja pena pode variar de 02 a 05 anos de prisão.
 

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