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Polícia conclui inquérito indígenas são indiciados por morte de ex-policial

23 abril 2013 - 10h26 Por Ana Paula Duarte/ Com informações Dourados News

A Polícia Civil concluiu o inquérito da morte do ex-policial aposentado e produtor rural Arnaldo Alves Ferreira, 68, assassinado na tarde do dia 12 de abril após confronto com indígenas em sua propriedade, próximo ao distrito de Lagoa Rica, município de Douradina. Oito pessoas foram indiciadas, uma delas está presa desde a data do crime.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Batistela Damasceno, o caso foi entregue à promotoria ontem (22). “A parte policial foi concluída e entregue ao MPE (Ministério Público Estadual), agora cabe ao promotor decidir o que fazer”, disse.

Ainda conforme o delegado, se aceita a denúnncia, eles podem responder por homicídio duplamente qualificado, alegando tortura e impossibilidade de defesa da vítima - já que estava amarrado no momento do crime.

Enquanto o processo é analisado, sete indígenas indiciados continuarão em liberdade e apenas João da Silva, 51, permanece detido no 1º Distrito Policial de Dourados.

Relembre o caso

De acordo com as informações policiais, a vítima vinha tendo problemas com o sumiço de gados em sua propriedade rural e teria instalado cercas elétricas em todo o território. Tempos depois, o ex-policial começou a enfrentar problemas com indígenas das proximidades.

Ainda segundo relato inicial, os moradores da região começaram a cortar as cercas, o que causou desentendimento entre as partes. No início da semana passada, os índios registraram um boletim de ocorrência contra Arnaldo, alegando problemas.

Chamado para depor na delegacia de Douradina no dia do crime, a vítima teria se encontrado com os suspeitos e começado outra discussão, que resultou no confronto.

Briga antiga

Os atritos entre a vítima e indígenas acontecem desde 2010. De acordo com os boletins de ocorrências registrados na delegacia daquele município, um furto na propriedade de Arnaldo ocasionou as primeiras desavenças três anos atrás. Já em 2012, conforme outros documentos, houveram mais registros de furtos, além de uma ameaça e lesão corporal por parte dos indígenas, resultando no assassinato do produtor no dia 12 de abril.

Na manhã do dia 16 de abril, seis pessoas suspeitas de participar do ataque contra a vítima foram ouvidos no 1º Distrito Policial de Dourados.

Para o advogado dos suspeitos, Luiz Henrique Eloy, o conflito aconteceu porque o policial aposentado teria entrado no acampamento atirando, e os indígenas foram desarmá-lo.

“O fazendeiro foi desarmado, ele também estava com um facão quando adentrou a comunidade e os moradores o detiveram para chamar a polícia”, afirmou Luiz Henrique em entrevista ao Dourados News.

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