Uma carreta, com placas de Mato Grosso, com o assoalho "recheado" de cocaína foi apreendida pela Polícia Federal de Corumbá na noite dessa quarta-feira (1º). O veículo estava numa garagem na Rua Porto Carrero. Acusado de tráfico internacional de drogas, o motorista, de 27 anos, foi preso em flagrante e pode pegar até 15 anos de prisão, se condenado judicialmente, por tráfico internacional de drogas, além de 06 a 12 anos por tráfico internacional de munição de uso restrito. Foram apreendidos 309 quilos e 100 gramas de cocaína com alto teor de pureza que seriam entregues no estado de São Paulo.
O delegado chefe da Polícia Federal local, Alexandre do Nascimento, explicou ao site Diário Online como foi a operação para realizar a maior apreensão de drogas deste ano na cidade. "As equipes desta delegacia já vinham investigando empresas transportadoras e alguns tipos de caminhões e carretas e suspeitaram de um caminhão Scania que havia chegado à cidade com o cavalo mecânico desacoplado da cabine. Os policiais acompanharam a movimentação do motorista e fizeram a abordagem", contou o delegado.
De acordo com o delegado chefe, os agentes federais perceberam que a história contada pelo motorista - que é brasileiro e não teve a identidade informada pela PF - não se sustentava, foi acionada a Força Nacional para auxiliar na investigação usando os cães farejadores da corporação, que indicaram a presença do entorpecente. Os policiais federais ainda encontraram na carreta cinco caixas com munições de fuzil, arma de uso restrito. Segundo o delegado, cada caixa contém cerca de 100 munições de grosso calibre.
As investigações prosseguem pela Polícia Federal, que vai encaminhar todo o material apreendido para perícia na Superintendência da PF em Campo Grande. Os agentes federais também vão apurar se há ligação com duas apreensões semelhantes ocorridas no primeiro trimestre do ano passado nas proximidades de Corumbá e Miranda. Em ambas as situações, a droga estava escondida em uma carreta. "Não dá para dizer, mas isso vai ser apurado durante a investigação", completou o delegado.