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Polícia

Sentença dos réus envolvidos na operação ‘Câmara Secreta’ sai em agosto

11 maio 2013 - 11h30 Por Mariana Anjos / Com Informações Dourados News

A sentença dos réus envolvidos na operação ‘Câmara Secreta’ – deflagrada no final de abril de 2011 - deve sair até agosto. A informação foi dada nessa sexta-feira (10) ao Dourados News, pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Dourados, Rubens Witzel Filho, que conduz a ação.

Segundo o magistrado, o advogado de defesa do ex-vereador Sidlei Alves – envolvido na acusação junto com Humberto Teixeira Júnior (também ex-vereador) e outros seis ex-funcionários da Câmara de Vereadores - teria pedido para analisar os laudos periciais dos computadores apreendidos durante a operação.

O prazo despachado por ele nesta sexta-feira foi de dez dias corridos, e deve começar a contar na próxima terça-feira (14), primeiro dia útil após a publicação em Diário Oficial. A partir da análise da defesa, a documentação retorna ao juiz que poderá analisar a sentença aos réus. “Estamos caminhando para o desfecho e acredito que até agosto consigamos finalizar o processo sentenciando os envolvidos”, disse Witzel.

Conforme a ação que corre na 1ª Vara Criminal, o prazo dado ao ‘Concluso para Sentença’ terminou no dia 2 de maio, pouco mais de dois anos depois que o caso veio à tona, porém, o juiz achou por bem conceder o período.

De acordo com o MPE (Ministério Público Estadual), na época, os dois ex-vereadores com a ajuda dos ex-servidores foram acusados de fraudar empréstimos consignados feitos em nomes de funcionários da ‘Casa’.

Segundo as denúncias, os holerites dos funcionários eram falsificados pelo diretor financeiro da Câmara, a mando dos dois legisladores. Os valores eram aumentados em até cinco vezes para conseguir emprestar grandes somas.

A denúncia que culminou com a operação do dia 29 de abril de 2011 foi feita por cinco ex-servidores comissionados que teriam sido nomeados a pedido de Humberto Teixeira Júnior, no período em que Sidlei ocupava o cargo de presidente da Casa de Leis.

Segundo o processo, os réus são acusados por crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha.

Antes da ação que também ficou conhecida como a ‘Máfia dos Consignados’, Sidlei e Júnior Teixeira tiveram os nomes envolvidos na Operação Uragano, desencadeada em 1º de setembro de 2010, quando o ex-prefeito Ari Artuzi, o vice Carlinhos Cantor e outros sete vereadores – além deles -, empresários e funcionários públicos foram presos pela Polícia Federal.

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