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Polícia

Operação Ágata 7 é iniciada pelas Forças Armadas de todo o Brasil

20 maio 2013 - 14h14 Por Mariana Anjos / Com Informações CMO

As Forças Armadas iniciaram na manhã do último sábado (18) a Operação Ágata 7 em toda extensão da fronteira brasileira. A Operação contará com 25 mil militares e será a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos em toda a extensão da faixa de fronteira, entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).

A operação foi instruída por meio do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto da presidenta Dilma Rousseff em junho de 2011 e contará com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além de aglutinar instituições dos 11 estados da região de fronteira. Será  coordenada pelo Ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução caberá à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).

Os principais objetivos da operação são o combate aos crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais, intensificando a presença do Estado na faixa de fronteira.

Além do combate aos ilícitos, a Ágata 7 contemplará também Ações Cívico-Sociais (ACISO), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias carentes. De acordo com o balanço integrado, as seis edições anteriores da Ágata resultaram em 59.717 procedimentos, 18.304 atendimentos médicos e 29.482 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e distribuídos 195.241 medicamentos.

Devido à extensão da faixa de fronteira, as tropas serão controladas a partir de centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS), constituindo, respectivamente, as Áreas de Operações AMAZÔNIA, OESTE e SUL, as quais atuarão de forma conjunta.

A Marinha fará uso de navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais. Realizará, entre outras missões, Patrulhas Navais, Inspeção Naval e Controle Fluvial nos rios Paraguai e Cuiabá e seus afluentes.

O Exército empregará 2 Brigadas de Infantaria, 1 Brigada de Cavalaria Mecanizada e 1 Batalhão de Infantaria oriundo de São Paulo, que utilizarão blindados e veículos leves para o transporte das tropas. Além disso, contarão com helicópteros HA-1 e HM-1 e vários  meios de apoio logítico e de comunicações. Realizarão patrulhas e revistas de pessoas e veículos por meio de ações de bloqueios terrestres e fluviais montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira.

A FAB empregará os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os Veículos Aéreos Não tripulados (VANT) e helicópteros, conduzindo principalmente Ações das Tarefas de Projeção Estratégica do Poder Aeroespacial, além de apoiar a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) nas ações de fiscalização de tripulantes e de aeronaves da Aviação Geral.

Em relação à Área de Operações OESTE, composta pelos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as ações serão realizadas entre as cidades de Cabixi (RO) e Mundo Novo (MS), em uma extensão de aproximadamente 2500 Km, com a participação de 2560 homens, número que poderá ser ampliado conforme as operações. Há previsão de realização de ACISO conjunta das três Forças em Porto Murtinho (MS), assim como outras, a critério de cada Força, dentro das necessidades levantadas em áreas carentes ou afetadas por calamidades recentes.

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