As primeiras ações da Operação Ágata 7 na região do Pantanal de Corumbá são positivas. A avaliação é dos órgãos de segurança pública que participam da ofensiva e foi apresentada durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (21).
"No último sábado (18), dois bolivianos foram detidos pelo Exército, com 18 quilos de substância entorpecente. No domingo (19), a Polícia Rodoviária Federal deteve uma mulher, também, boliviana, com uma quantidade de entorpecente. Podemos avaliar que tivemos um começo satisfatório, com a coibição do tráfico, que é um dos principais crimes a serem combatidos em nossa região", afirmou o delegado da Polícia Federal de Corumbá, Alexandre do Nascimento, ao apresentar um balanço sobre o começo da ação.
Logo no primeiro dia de atuação, uma quantidade significativa de roupas que ultrapassava o limite de cotas para importação foi apreendida e encaminhada para o pátio da Receita Federal. Um veículo, transportando carvão vegetal, também teve a carga apreendida. A coletiva foi no Comando do 6º Distrito Naval, em Ladário, e reuniu representantes das forças de segurança empenhadas na ação: 17º Batalhão de Fronteira de Corumbá, Comando do 6º Distrito Naval, Polícia Militar, Inspetoria da Receita Federal, Polícia Federal e Polícia Civil.
As autoridades do setor apontaram que paralelo ao efetivo e mecanismos de repressão empregados é importante que a população denuncie. "Todas as forças de segurança estão colocando à disposição desta operação o aparato necessário para que ocorra a coibição das diversas práticas criminais, porém, é de suma importância que a população colabore, porque não temos bola de cristal para prever onde e quando ocorrem os crimes. Com as denúncias, conseguimos nortear nossas ações, identificar os criminosos e agir de forma intensiva. Pedimos para que as pessoas liguem para o disque-denúncia, que mantém o sigilo de quem denuncia. Basta ligar para o 181, pois a comunidade também faz parte desta ação", afirmou o comandante do 6º Distrito Naval, contra-almirante Edervaldo Filho.
A Operação Ágata 7 envolve cerca de 1.200 militares do 6º Distrito Naval e 17º Batalhão de Fronteira, cada um empenhando 50% desse efetivo. Além disso, o comando do 6º Distrito Naval mobiliza 1 aeronave esquilo e 20 embarcações. Já o Exército, emprega diversos meios de locomoção terrestres, de pequeno, médio e grande porte para a execução de patrulhamentos e postos de bloqueio e fiscalização em Corumbá e pontos estratégicos, como fronteira e estradas vicinais.
Paralelo às ações de repressão, a Marinha do Brasil, através do 6º Distrito Naval, já está realizando ações sociais em quatro escolas na região de fronteira Brasil-Bolívia. Em Corumbá, a Creche Municipal Inocência Cambará e a Escola Municipal Delcídio do Amaral, vão receber reformas, pintura e reparos em geral. Em Ladário, as escolas a receberem a ação, são a Creche Municipal Rosa Pedrossian e a Casa de Acolhimento Infantil.
A Operação Ágata 7 é realizada em toda extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos. Com o emprego de 25 mil militares e a participação de agentes das polícias federal, rodoviária federal, militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).
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Foto: Anderson Gallo/Diário Online