O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpre esta manhã 60 mandados de prisão na capital e municípios de Mato Grosso do Sul. Trata-se de uma operação que desarticula facção criminosa que vem sendo comandada dos presídios de segurança máxima do estado, com ramificações em diferentes setores fora da cadeia.
Durante a operação em dezembro passado, ligações de presos foram monitoradas e apontaram os cabeças da organização e seus comandados. De acordo com o Gaeco, também foi constatado que o grupo criminoso tinha mais de 40 contas bancárias em nomes de laranjas, num total de R$ 3 milhões somente este ano.
Na segunda-feira, o Dourados Agora publicou matéria sobre Ação do Ministério Público Estadual, que denuncia “célula” do Primeiro Comando da Capital (PCC) na penitenciária de segurança máxima em Dourados.
De acordo com o MPE, o grupo é formado por oito detentos do maior presídio de Segurança Máxima de Mato Grosso do Sul, a Penitenciária Harry Amorin Costa.
Os denunciados foram flagrados com cocaína e uma caderneta contábil com a listagem de supostos integrantes do PCC, Estatuto do PCC, nomes e tarefas que cada um tinha cumprir, além da quantia de drogas e de dinheiro que cada um vinha angariando, bem como repassando aos mentores do crime. A principal atividade do grupo seria o tráfico de drogas dentro da Phac.
Outro documento registra membros da facção criminosa PCC, os respectivos nomes de batismo e códigos de conduta. A denúncia do MP identificou o detento que supostamente comandava a estrutura da facção criminosa por ter um posto de alta relevância no grupo.
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