Um ‘trabalho’ em família. Isso foi um dos detalhes que chamou a atenção sobre a quadrilha que atuava em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, no arrombamento e roubo em cofres de agências bancárias. São 15 integrantes e todos estão presos em Campo Grande, sendo que 11 deles foram presos em flagrante e 4 presos no Paraná a trazidos para a Capital.
O grupo foi apresentado na manhã desta quarta-feira (19), pela Delegacia Especializada em Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), representada pelo Delegado Titular, Alberto Vieira Rossi. Na ocasião os 15 envolvidos não foram autorizados a falarem com a imprensa.
Os crimes foram realizados nos dias três de março, seis, sete e treze de abril e dois casos no dia oito de junho. Quanto aos locais, as tentativas de roubos, já que em apenas um eles conseguiram levar dinheiro do banco, foram efetuados nos seguintes locais: Parque dos Poderes, em Campo Grande, na Cidade de Nova Alvorada do Sul, no bairro Tijuca, Moreninhas, Avenida Afonso Pena e Eduardo Elias Zahran, também na Capital, respectivamente.
Dentre esses locais, eles conseguiram ainda se apossar de duas armas de vigilantes das agências que estavam no local. De acordo com o Delegado Rossi, eles agiram geralmente em dois dias para efetuar todo o processo. “Eles iam no período da noite, arrombavam a parede, deixavam tudo no jeito para voltar no dia seguinte, antes de amanhecer, para efetuar a retirada dos valores. Como já vínhamos, em conjunto com as delegacias dos outros estados, investigando esta quadrilha, eles não tiveram êxito em todas as ações, pois na maioria deles, alguém acabava vendo a ação e em um dos casos, quando eles retornaram, estávamos a espera e fizemos a captura”, enfatiza.
Ainda segundo o delegado, a ação da polícia é sempre feita em total sigilo, para facilitar a obtenção de informações e dados para compor a investigação. “Nós vínhamos com esta investigação há cerca de três meses, enviamos policiais para os outros estados envolvidos, onde contamos com a estrutura deles, e na última sexta-feira (14), deflagramos a operação e efetuamos as prisões. Quatro deles cumprem prisão preventiva em Nova Alvorada, interior de MS e todos moravam em três casas, adquiridas a vista pela quadrilha, no bairro dom Antonio Barbosa, periferia da Capital”, destaca o delegado.
A polícia denominou o grupo como ‘Gangue do Guarda Sol’, pelo fato de que o grupo utilizava esses objetos para efetuar os roubos, já que desta forma não eram detectados pelo sensor de movimentos e pelas possíveis câmeras de monitoramento. “Com eles capturamos aproximadamente 1.600 moedas, o que totalizaria cerca de R$ 500 (Quinhentos Reais) e todos os objetos que faziam parte nas ações, assim como também os veículos utilizados e os guarda sol. Equipes dos Estados do PR e MT estão vindo para Campo Grande, com o intuito de acompanhar as investigações e solucionar os casos na região deles, já que esses citados foram em MS. Não podemos deixar também a hipótese de que pode acontecer de descobrimos que eles estão envolvidos em casos de outras localidades”, conta o delegado.
“A questão familiar realmente foi espantosa e eles utilizavam disso também para ludibriar as desconfianças, já que vinham com toda a família para a cidade que agiam, como mulher e filhos. Esta é uma forma de não levantar suspeita da polícia. Ainda não sabemos para onde eles vão ser levados e nem em qual cidade. Vamos esperar concluir as investigações juntamente com os dados colhidos deles e em seguida, definir para onde encaminhá-los, concluiu o delegado.
Foram presos: Sérgio Antunes, Marilene de Oliveira, Jonas de Olivera, Josias de Oliveira, Jair Carlos Lima de Oliveira, Joel de Oliveira, citado como líder do grupo, Adriana Aparecida Miranda, Izequiel Santos da Costa, Giliano Ribeiro Alves, João Maike Miguel Correa, Gislaine da Costa Felis, Ezaul de Oliveira Trindade, Jeferson Bruno dos Santos, Efrain Renan dos Santos Morais e Marcos Tiago Oliveira de Morães. Todos são acusados de furto e formação de quadrilha.