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Polícia

Operação constatou diversos comércios ilegais em Corumbá

3 julho 2013 - 12h36 Por Mariana Anjos / Com Informações Diário On Line

A mega-operação que coibiu o comércio irregular de mercadorias estrangeiras em Corumbá, deflagrada nessa terça-feira (02), pela Receita Federal e Polícia Federal - com apoio do Exército - constatou que a ilegalidade era uma prática comum entre os comerciantes que foram o alvo da operação "No Caminho".

A informação é do superintendente-adjunto, Onássis Simões, da 1ª Região Fiscal da Receita Federal do Brasil, que tem sob sua jurisdição os estados de Mato Grosso do Sul; Mato Grosso; Goiás; Tocantins e do Distrito Federal. Ele participou da entrevista coletiva que detalhou a ação.

"De todos os alvos visitados, 37 deles, de um total de 38, são comércio ilegal e não havia nenhum tipo de formalização. São comerciantes ilegais que não estão formalizados e concorrem deslealmente com o comércio de Corumbá, que paga impostos. Trinta e sete foram confirmados ilegais", afirmou Onássis ao dimensionar a amplitude da operação que contou com 270 homens da Polícia Federal, Receita e Exército Brasileiro na repressão.

O superintendente explicou que a ação não tinha meta de levantar a nacionalidade dos comerciantes ilegais, mas constatou-se que muitos estrangeiros alugavam imóveis brasileiros para usar o espaço como comércio. "Não fizemos levantamento da nacionalidade, não era objetivo da ação. Nota-se muitas vezes que havia imóveis de brasileiros locados por cidadãos estrangeiros, que em muitas vezes estavam em situação irregular no país", descreveu ao traçar o perfil dos comerciantes que foram alvo da ação.

Onássis disse ainda que não estão descartadas ações para reprimir o comércio ilegal de produtos estrangeiros nas feiras livres que acontecem diariamente pela cidade. "A atividade de repressão da Receita Federal é constante. Em 2013, apenas em Corumbá foram 13 milhões em mercadorias apreendidas nos seis primeiros meses. É uma atividade constante, que não tem data nem prazo para começar ou terminar. Constatada a venda ilegal pode ser alvo da fiscalização. Toda mercadoria em situação ilegal no país corre o risco de ser apreendida", completou o superintendente-adjunto da Receita Federal.

Participando da entrevista, o delegado chefe da Polícia Federal, Alexandre do Nascimento, destacou que a ação foi tranquila e que sempre que a PF encontrar alguma atividade ilícita - dentro de sua atribuição - a apreensão será feita. "A ação policial foi muito tranquila, estávamos cumprindo ordem da Justiça. Não arrecadávamos material aleatoriamente. Tínhamos um levantamento, a Justiça Federal autorizou a medida e correu tudo da melhor forma possível. Nosso trabalho é constante. Sempre que verificado qualquer ilícito, a mercadoria vai ser apreendida", disse.

Ainda não há um total estimado de apreensões, o que se sabe é que pelo menos 11 caminhões-baú foram carregados com as mercadorias apreendidas. A coletiva foi acompanhada pelo comandante da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, general de brigada Pedro Paulo de Mello Braga.

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