Adoção à brasileira, assim o delegado Paulo Henrique Rosseto de Souza, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Três Lagoas (MS), denominou o fato ocorrido na terça-feira (27), no município.
Pela manhã o delegado foi acionado pelo Conselho Tutelar, que informou que Bruna Martins de Oliveira, 21 anos, deu a luz a um menino no último domingo (25) e teria vendido o filho para o casal Alessandra de Oliveira Pires, 25 anos e Edmar Gonzaga da Silva, 32 anos, moradores de Três Lagoas. Maria Lúcia Pereira Martins, 43 anos, mãe de Bruna, foi quem denunciou o caso.
Segundo Rosseto, após deixar o hospital, Bruna entregou a bebê ao casal. “O Edmar e a Alessandra acompanharam parte da gravidez e o nascimento do bebê, tendo inclusive ficado com a Bruna no hospital, durante o período de intermação. Após o parto, ela e a criança tiveram alta médica, foram levados pelo casal até em casa, onde ocorreu a venda do recém nascido”, explica o delegado.
De acordo com a Polícia Civil, na casa de Bruna não havia nenhum móvel ou roupa de bebê, demonstrando que realmente a intenção da acusada era vender o filho. Bruna alegou a polícia, que o filho seria registrado por ela e Edmar.
O casal que já estava com o recém nascido, foi interrogado e confessou o crime. “Eles disseram ter “ajudado” Bruna com cestas básicas, televisão, cama, colchão, geladeira e R$ 200, além de dar assistência para transporte, conduzindo a acusada aos lugares que precisava para resolver problemas pessoais, o que caracterizou a venda do recém nascido”, relata Rosseto.
Bruna, Alessandra e Edmar foram indiciados por dar parto alheio como próprio; registrar como seu o filho de outrem e por entregar filho menor a pessoa inidônea e podem ser condenados a até 6 anos de prisão.
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