A família da adolescente indígena encontrada morta, na manha de hoje, quarta-feira (9) na aldeia Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, diz que não sabe o que motivou a menina de 17 anos a cometer o suicídio.
De acordo com os parentes, ela teria saído de casa no final da tarde de ontem (8) e foi encontrada apenas nesta manhã, pendurada em uma árvore, próxima a sua residência.
Peritos da Polícia Civil e policiais da Força Nacional estiveram no local para fazer o levantamento do caso.
Em nota, a Survival International disse “os Guarani enfrentam uma taxa de suicídio de ao menos 34 vezes a média nacional.”
“Estatísticas mostram que a cada semana em média um Guarani cometeu suicídio desde o início deste século. De acordo com o Ministério da Saúde, 56 indígenas Guarani cometeram suicídio em 2012 (é provável que o número real seja maior devido aos casos não reportados). A maioria das vítimas tem entre 15 e 29 anos, sendo que a vítima mais jovem tinha apenas nove anos de idade.”
Os indígenas são forçados a viver em condições muito precárias e perigosas, às margens de rodovias ou em reservas superpovoadas. Estão enfrentando desnutrição, péssimas condições sanitárias e alcoolismo.
O diretor da Survival disse hoje: ‘Este é um alerta desolador da devastação que o roubo de terra causa para povos indígenas. Infelizmente os Guarani não são um caso isolado. Povos indígenas ao redor do mundo geralmente apresentam taxas de suicídio muito maiores que a média nacional. O chamado ’progresso’ em geral destrói povos indígenas, mas neste caso a solução é clara: demarcar as terras Guarani antes que mais vidas inocentes sejam perdidas.’
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