A delegada titular de Sidrolândia, Dr.ª Deborah Mazzola, disse que a investigação policial tem que ser primada pela metodologia e a legalidade, que vise esclarecer os fatos de uma forma segura da autoria do crime, para dar segurança ao juiz quando este for julgar o fatos.
O laudo pericial realizado nas adolescentes de 12, 14 e 16 anos, que acusaram o padrasto de estupro em Sidrolândia, apontou que todas são virgens.
O homem de 48 anos é pai biológico apenas da mais velha e o médico ressaltou que não houve estupro e a prova é incontestável.
Com relação às enteadas, a de 12 anos comentou que não houve abusos. A adolescente de 14 anos, no entanto, garantiu que há dois anos foi obrigada a praticar sexo oral no padrasto.“A menina contou que o fato ocorreu quando a família morava no Rio de Janeiro. Agora será enviada uma cópia do procedimento para aquele município e lá o pai pode responder por estupro”, comenta a delegada.
Com relação à mãe, uma auxiliar de limpeza de 50 anos, a Polícia a qualificou como testemunha.“Ela declarou que tinha medo das ameaças do autor e que quando se sentiu segura, procurou a Polícia para denunciar o crime”, diz a delegada.
Além dos crimes citados, o suspeito ainda será indiciado por coação no curso do processo. “Ele ficou sabendo que uma testemunha viria até a delegacia e a ameaçou, dizendo: "cuidado com o que você vai falar isso pode ser muito ruim pra você" (SIC). Dessa maneira, também responderá por este crime, cuja pena varia de um a quatro anos”, explica à delegada. O TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), noticiando os fatos, será em breve enviado ao Juizado Especial.
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