De acordo com o titular da Delegacia de Polícia Civil de Costa Rica, Dr. Cleverson Alves dos Santos, um casal teria custeado todas as despesas da gestante, inclusive hotel e despesas hospitalares. “Além disso, estamos checando a informação de que seria montada uma boate para a mãe da criança, na cidade de Figueirão (MS)”, diz o delegado.
Ainda segundo o delegado, o sigilo bancário de todos os envolvidos será quebrado. O objetivo é saber o valor exato que foi pago pela criança. “Nós até entendemos vontade de uma mulher ser mãe, mas a justiça não pode permitir que um ser humano seja transformado em moeda de troca”, enfatizou Dr. Cleverson que lembrou que existem meios legais para adoção.
O casal acusado de comprar o bebê mora no estado de Minas Gerais e apresenta ter um grau de instrução elevado e boa situação financeira.
Todos os envolvidos serão indiciados por tráfico de criança e associação criminosa. O delegado disse ainda que investiga a participação de pessoas de Costa Rica, em uma possível facilitação da compra. “As investigações mostram uma suposta participação de uma médica, ainda não sabemos qual o grau de envolvimento dela, mas iremos investigar”, explica.
Para a polícia, o hospital onde a criança nasceu, agiu de forma legal, inclusive toda a documentação estaria em nome da mãe do bebê. Os nomes e imagens das pessoas envolvidas ainda não foram divulgadas pela Polícia Civil.
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