Apreendida por ato infracional equiparado a homicídio doloso, a adolescente de 16 anos, confessou ter matado a irmã na noite dessa quinta-feira, 05 de junho, informou a delegada Ana Paula Trindade Ferreira, titular da Delegacia de Atendimento a Infância, Juventude e Idoso (DAIJI). “Confessou desde o começo”, disse a responsável pelas investigações ao Diário Corumbaense.
Ela contou que a vítima – identificada apenas pelas iniciais C.S.A., 17 anos – rotineiramente causava confusões entre os familiares e na noite do crime chegou provocando a irmã mais nova, algo que também fazia costumeiramente, que estendia roupas no varal da casa, na rua Cabral, área central de Corumbá.
“A vítima estava bêbada. Chegou, provocou a irmã e jogou uma lata de cerveja nela. A vítima continuou brigando com a família, com avó; pai e com a madrasta por causa de um carregador . A adolescente infratora estava nervosa, havia chorado um pouco no quarto. Saiu, viu que a irmã continuava brigando com todo mundo da família, pegou uma faca, se envolveu na briga e esfaqueou a irmã”, disse a delegada ao contar o que a jovem contou em depoimento. O laudo necroscópico vai confirmar quantas facadas a vítima recebeu.
De acordo com a delegada Ana Paula, a vítima fatal tinha passagem pela Polícia. “A vítima bebia constantemente, sempre brigava com todo mundo da família, era agressiva. Já tinha passagem no DP por esfaquear um primo. Sempre provocava a irmã mais nova”, afirmou a titular da DAIJI ao contar que a menor infratora disse que estava brava e com raiva da irmã.
Durante a noite de quinta-feira e madrugada desta sexta-feira, foram ouvidos depoimentos do pai, da madrasta, do tio e de outras pessoas que testemunharam o caso. A delegada ainda avalia a possibilidade de tomar novos depoimentos.
“A adolescente foi apreendida e vai esperar decisão judicial. O procedimento vai ser encaminhado para a DAIJI, vai ser relatado, passar pelo Ministério Público que o encaminha para o Judiciário”. A garota está numa sala do 1º Distrito de Polícia Civil. Em Corumbá não há Unei para internação feminina, somente em Campo Grande, Dourados e Três Lagoas.
Em linhas gerais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que o juiz pode aplicar medida socioeducativa de internação e a cada seis meses renovar a decisão até completar o período máximo de três anos.
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Delegada informou que vítima já tinha passagem pela Polícia (Foto: Diario Corumbaense)