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Polícia faz reconstituição da morte de advogado

5 novembro 2014 - 07h14 Por Mariana Rodrigues/Informações Dourados News

 A reconstituição da morte do advogado Márcio Alexandre dos Santos, 37, teve início na noite dessa terça-feira (4), dez dias após o crime. Equipes de investigação da Polícia Civil, o policial federal que fazia companhia à vítima e os presos suspeitos pelo crime , se deslocara, até a rua Albino Torraca, esquina com a Ciro Melo, onde refizeram a cena do fato, ocorrido no dia 25 de outubro.

No primeiro momento, a reconstituição foi trabalhada de acordo com o depoimento do servidor público federal, que estava acompanhado de seu advogado. Logo depois, foi a vez de um dos suspeitos, identificado como Isaac e que a polícia considera peça chave no crime, participar do processo.

A ação seria realizada na noite de segunda-feira, porém, Isaac, considerado como peça chave nas investigações, passou mal e foi levado para o Hospital da Vida. No dia do óbito de Márcio, ele foi ferido durante o tiroteio.

Também na segunda-feira, o policial federal envolvido no suposto roubo que acabou resultando na morte do advogado prestou novo depoimento ao delegado do SIG (Serviço de Investigações Gerais), Adilson Stiguivitis, que agora está responsável pelo caso.

O CASO

Na situação que envolveu a morte do advogado, a polícia registrou até o momento dois crimes: roubo e legítima defesa. Na madrugada do ocorrido, conforme apurado até o momento nas investigações, Santos seguia na caminhonete de propriedade dele pela rua Albino Torraca, na região central da cidade, na companhia do policial federal, que era amigo dele.

Voltando de uma boate, em determinado momento os dois resolveram parar o carro para urinar, no cruzamento da Albino com a rua Ciro Melo. No entanto os dois foram surpreendidos por assaltantes. O policial então teria dado início a uma troca de tiros com o grupo que tentava levar a caminhonete.

Santos, por sua vez, teria ficado no meio do tiroteio. Ele foi atingido por oito tiros e morreu no local. Os assaltantes fugiram levando a caminhonete e um deles, que ficou ferido a tiros, foi socorrido e levado para o Hospital da Vida, onde acabou preso. Já o policial federal, que não ficou ferido, fugiu do local e se apresentou à polícia horas depois, alegando que não sabia que tinha atingido o amigo e nem que ele tinha morrido.

A caminhonete do advogado foi roubada pelos demais assaltantes que fugiram. De acordo com a polícia, o veículo teria sido levado para o Paraguai. Até o momento, quatro pessoas estão presas acusadas de participação no roubo, mas nenhuma teve a identidade revelada pela polícia, que segue com as investigações.

Na semana passada, o presidente da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul), Júlio César de Souza Rodrigues, esteve em Dourados, onde cobrou imparcialidade e também agilidade no andamento do inquérito. Rodrigues, inclusive, classificou o caso como “muito estranho” pelas circunstâncias que envolveram a morte e também o fato do advogado ter sido atingido por oito disparos.

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