Menu
Busca segunda, 13 de abril de 2026

Acusado de matar garota de programa pega 20 anos de reclusão e permanece livre

06 maio 2011 - 21h36

Acusado de matar uma garota de programa, no dia 8 de maio de 2009, Leonardo Leite Cardoso foi condenado nesta tarde (6) a 20 anos e seis meses de prisão, em regime fechado. A sentença foi proferida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos no fórum da Capital. Leonardo é acusado de matar a garota de programa Claudinéia Rodrigues Mendes, e durante o julgamento o réu acusou o amigo, Fernando Pereira Verone pelo crime. Durante o julgamento Leonardo Leite Cardoso também alegou ter problemas psquiátricos, e sofrer de transtorno bipolar. Alegou que na noite do crime teria tomado remédio e estaria embriagado.


Apesar da condenação, o acusado deve continuar em liberdade provisória por conta de um habeas corpus conseguido no início do processo, no Tribunal de Justiça do Estado. O amigo dele, Fernando Pereira Verone também está em liberdade provisória.


O caso teve grande repercussão social porque a vítima era garota de programa e mãe de três crianças de 4, 5 e 7 anos. De acordo com a denúncia, na noite do dia 8 de maio de 2009, ele e mais dois jovens resolveram fazer um programa sexual com prostitutas e, por volta das 21h, dirigiram-se para a Av. Calógeras, região central da cidade. Os três abordaram duas profissionais do sexo, sendo uma a vítima, e rumaram para o motel "Chega Mais".


Quando se aproximaram do motel, Leonardo conteve fisicamente uma das mulheres e o outro amigo agarrou Claudineia. A primeira conseguiu se desvencilhar, abriu a porta do carro e se jogou. A vítima não conseguiu sair do veículo.


Narra a denúncia que, temendo ser identificados, os três acusados desistiram de ir ao motel e foram para as proximidades do Aeroporto Internacional, onde agrediram a vítima com socos, pontapés no corpo e vários golpes na cabeça, usando instrumentos contundentes (pedra e tijolo), causando-lhe a morte. Em seguida, arrastaram-na para um matagal próximo, ocultaram o cadáver, e o abandonaram.


Para o Ministério Público, os acusados agiram por motivo torpe, porque temiam ser identificados e suportar as consequências do crime. Eles utilizaram recurso que dificultou a defesa da vítima, sem possibilidade de fuga e se valeram da superioridade física e numérica para a consumação do assassinato.


 


Ceyd Moreles/Da Redação

Deixe seu Comentário

Leia Também

Secretaria da Cidadania realiza Fórum das Juventudes para construir plano com participação jovem
Regulação econômica transforma dados
MS garante mais de 1,2 mil novas vagas no sistema prisional com construção de unidades na Gameleira
Mato Grosso do Sul é o único estado a implementar todos os instrumentos da governança climática