O município de Alcinópolis, a 387 da Capital, está até o momento sem comando. Em operação da polícia civil e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) na última quarta-feira (20), foram presos o prefeito Mané Nunes (PR), o presidente da Câmara Valter Roniz (PR), vice-presidente Valdeci Lima (PSDB) e mais três pessoas, acusadas de envolvimento na morte do vereador Carlos Antônio Carneiro (PDT) em outubro do ano passado.
Na ausência do prefeito, quem assumirá é o vice, Alcino Carneiro (PDT), que é pai do vereador assassinado. O vice-prefeito, disse ao MSREPÓRTER, que está aguardando ainda a decisão da Justiça Eleitoral, que segundo ele, deve sair hoje (22) até às 17h.
Alcino Carneiro está em Campo Grande e contou que só retornará a Alcinópolis quando receber ordem para o comando do executivo municipal.
A prisão (dos seis suspeitos) são válidas por 30 dias. Agora, caberá à Câmara dar andamento aos possíveis processos de cassação dos três vereadores presos e empossar os respectivos suplentes. Em seguida, deve ser eleita uma nova mesa diretora.
De acordo com o regimento interno da Câmara de Vereadores de Alcinópolis, quem assume a presidência da Casa é o vereador mais velho. Dessa forma, a administração do legislativo deve ficar com Izamita Alves Leite (PMDB).
Caso
O vereador e presidente da Câmara Municipal de Alcinópolis, Carlos Antonio Costa Carneiro (PDT), de 40 anos, foi assassinado com três tiros, no dia 26 de outubro de 2010, ao lado do hotel Vale Verde, na avenida Afonso Pena esquina com a rua Guia Lopes, em Campo Grande.
Após disparar contra a vítima, o autor correu ao encontro de Aparecido de Souza, de 28 anos, que o esperava em uma motocicleta Yamaha, de placa HSN 2741, de Campo Grande/MS.
A dupla foi presa após ser perseguida por dois investigadores da Diretoria Geral da Polícia Civil (DGPC) que passavam pelo endereço em uma viatura descaracterizada e presenciaram o crime.
Segundo os policias, durante a perseguição chegaram a atirar três vezes contra os autores que foram impedidos de fugir após derraparem e caírem ao chão. Eles foram presos pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos e Sequestros (Garras).
O criminosos teriam sido contratados para executar o vereador pelo valor de R$ 20 mil.
Mais pessoas envolvidas no assassinato
O pai do vereador e vice-prefeito de Alcinópolis disse que fora os presos na operação de quarta, mais pessoas são responsáveis pelo crime. “Umas dez pessoas direta ou indiretamente estão envolvidas. Quero que todos paguem o que fizeram e apodreçam na cadeia. Mas mesmo assim não estarei realizado porque nada trará meu filho de volta”, desabafa.
Conforme Alcino, o principal motivo da morte do filho teria sido perseguição política. “Ele sabia da roubalheira da gestão e iria denunciar as coisas erradas que aconteciam”, conta.
Ele também explica que a morte de Carlos Antônio beneficiaria diretamente os aliados do prefeito que tinha em Carlos Carneiro o principal opositor. A morte levaria os dois vereadores presos hoje aos principais cargos do Legislativo: Enio Queiroz à presidência da Câmara e o vereador Valter Ronis à Primeira Secretaria.
Karla Lyara
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