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Política

Ari Basso vence disputa com Acelino nas eleições suplementares de Sidrolândia

4 março 2013 - 03h28 Por Lucas Junot - Com informações do site MSemDia

Confirmando o prognóstico das últimas pesquisas eleitorais, o produtor rural Ari Basso (PSDB) foi eleito prefeito de Sidrolândia neste domingo (3). O tucano recebeu 13.191 votos (57,44%), contra 9.772 (42,56%) de seu adversário, Acelino Cristaldo (PMDB), que tinha apoio maciço da bancada sul-mato-grossense em Brasília (DF), da Assembleia Legislativa e do próprio governador André Puccinelli (PMDB). Ari Basso já sabia da vitória às 17h41.

Com a vitória, Ari Basso tira o Executivo das mãos do PMDB após oito anos, período em que a Prefeitura de Sidrolândia foi comandada pelo ex-prefeito Daltro Fiúza, durante dois mandatos consecutivos. Antes dele, o prefeito era Enelvo Felini (PSDB), que teve sua diplomação cassada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições de outubro - ele havia derrotado o próprio Acelino Cristaldo.

O prefeito

Filho de colonos, Ari Basso nasceu em Antônio Prado (RS), município de pouco mais de 12 mil habitantes, em 1946. Segundo de nove irmãos, entrou na escola aos sete anos e, a tarde, trabalhava na roça ou cuidava dos mais novos. O produtor rural mora em Sidrolândia há 40 anos e, durante a campanha, pregou que queria ‘devolver’ parte do que a cidade já lhe deu.

A infância de Ari foi humilde. Os nove irmãos e os pais moravam em uma pequena casa de madeira. Todos trabalhavam em um pequeno pedaço de terra, que não tinha mais de dois hectares. Na escola, a própria tia de Ari era a professora.  Aos 11 anos, Ari Basso e sua família foram para Vacaria, ainda no Rio Grande do Sul. Mais tarde, aos 17, conheceu a atual esposa, Marlene, com quem teve três filhos: Lúcio, Rodrigo e Gabriel.

Em 1972, mudaram-se para Sidrolândia e a primeira casa onde moraram não tinha sequer piso. Aos 66 anos e conhecido em todo o Estado, carrega na bagagem a experiência de ter sido vice-prefeito durante a gestão do também tucano Enelvo Felini, entre 2000 e 2004, além de ter ocupado o cargo de vice-presidente da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), uma das principais entidades que defendem o desenvolvimento sustentável do agronegócio do Estado.

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