Sem aplausos, nem comemoração, as tabelas de reajuste salarial dos cabos e soldados da Polícia Militar foi votada e aprovada, em sessão extraordinária, na tarde de hoje (22), na Assembleia Legislativa. A categoria estava aquartelada desde ontem, em protesto contra os índices propostos pelo governo do Estado. Agora, segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, Edimar Soares da Silva, os policiais voltam imediatamente ao trabalho.
A proposta apresentada e aprovada pela categoria em Assembleia Geral, realizada do lado de fora da Assembleia Legislativa, minutos antes da sessão extraordinária, contempla a soldados da Polícia Militar com o reajuste de 11% e aos cabos com 9,6%. A proposta inicial do governo era de 7%, para este mês, mas as categorias queriam 15%.
No ano que vem, cabos e soldados terão ainda outros dois reajustes salariais, em maio e dezembro. As categorias conseguiram adiantar para 2014 todos os reajustes, que o governo havia proposto de forma escalonada, até 2015.
As negociações evoluíram ainda para outros avanços, conquistados por parte dos policiais da ativa. Cabos e soldados receberão R$ 100 a mais no salário, que fazem parte da chamada etapa alimentação. A importância virá discriminada no holerite dos servidores e não sofrerá qualquer dedução fiscal.
Com relação às promoções, 105 cabos serão destinados imediatamente ao curso de sargento, por tempo de serviço. O curso deverá durar 45 dias. Por mérito intelectual, outros 150, além dos 100 que já estão em processo, serão manejados para o curso, com duração prevista de seis meses, totalizando mais 250 promoções.
No mês de junho, 200 soldados serão convocados para aspirarem a cabos, pelo critério de antiguidade. O presidente da associação ainda pretende estender o número para 300.
No quadro especial de músicos da PM, 10 cabos serão encaminhados para o curso de sargentos e um cabo será manejado para o quadro especial de músico.
Além disso, ficou estabelecido, segundo informou Edimar, que nenhum envolvido nas manifestações, até o momento da aprovação das tabelas, sofrerá qualquer punição.
O presidente da associação declarou à imprensa que o resultado das negociações, mesmo com todos os avanços na proposta inicial do governo, foi aprovado a contragosto pelas categorias. “Não é o que queríamos, mas aceitamos goela à baixo”, manifestou.
O presidente da Casa de Leis, deputado Jerson Domingos, resumiu o resultado das negociações ao bom senso, ressaltando que o governador não poderia acatar às reivindicações salariais das categorias, sob pena de macular a folha do Estado. “O governador nunca faz compromissos que não possa cumprir, esse sempre foi o posicionamento dele, assim como impreterivelmente o salário dos servidores é depositado em dia e às vezes até adiantado, todos os meses”, frisou.
De acordo com Jerson, a Assembleia Legislativa se compromete a garantir o cumprimento do que foi acordado. “Temos que observar que, além dos avanços das propostas de reajuste, houve um ganho significativo para o quadro operacional das categorias, uma vez que vi pessoalmente o governador se comprometer e determinar a celeridade para licitação de fardamentos, que os policiais também reivindicaram”. A expectativa é que as novas fardas comecem a serem distribuídas no mês de setembro deste ano.
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