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Política

Delcídio diz que novos ramais ferroviários vão mudar a economia de MS

17 agosto 2013 - 16h30 Por Mariana Rodrigues/Informações Assessoria senador Delcídio

 O senador Delcídio do Amaral (PT/MS) acredita que os novos ramais ferroviários em Mato Grosso do Sul, integrando as regiões do Bolsão e da Grande Dourados com os estados de São Paulo e do Paraná, vão mudar efetivamente a economia sul-mato-grossense, não só pelo impacto dos investimentos, mas principalmente em velocidade de escoamento e barateamento do frete.

“Está muita clara a importância desses ramais para o escoamento das nossas cargas e a competitividade que as ferrovias vão trazer para a nossa região. A facilidade do escoamento da produção e condições melhores para colocar os nossos produtores lá fora, sem dúvida vão representar comida mais barata na mesa dos brasileiros, porque isso significa baixar o preço do frete. Hoje temos perdido muito nessa competição internacional em função do frente, porque estamos escoando a nossa produção por rodovias em mal estado, sem balança, e até para tornar viável o frete as carretas transitam sobrecarregadas. Pelo cronograma os editais devem ficar prontos até dezembro, as licitações e o início das obras devem acontecer nos primeiros meses de 2014. Esperamos essas ferrovias funcionando a partir de 2019 numa grande vitória para o nosso Estado e para o Brasil”, disse Delcídio, durante a audiência pública “Estrada de Ferro-267: Integração e Desenvolvimento para Mato Grosso do Sul”, proposta pelos deputados estaduais Amarildo Cruz  (PT), Laerte Tetila (PT) e pelo senador, realizada nesta sexta-feira, 16 de agosto, no Plenário da Assembleia Legislativa, em Campo Grande, com a participação do presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), do governo federal, Bernardo Figueiredo.

A EF-267 é umas das ferrovias priorizadas no cronograma da EPL, junto com a EF-484, que vai de Maracaju, cruzando o Cone Sul até o interior do Paraná. Vão ligar as regiões do Bolsão e da Grande Dourados aos estados de São Paulo e Paraná, a partir de Panorama (SP), com os trilhos passando por Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Nova Andradina, Angélica, Deodápolis, Dourados, Maracaju e Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, Guaíra, Cascavel, Guarapuava, Irati, Iguaçu e Paranaguá, no Paraná, onde está localizado um dos mais importantes portos do Brasil. “Estamos falando de duas ferrovias que irão dar logística mais eficiente e competitividade ao Mato Grosso do Sul, que integrarão essa região ao restante do Brasil e ao Mercosul. São duas linhas férreas que fazem parte de um programa do Governo Federal lançado em agosto de 2012 com previsão de investimento de R$ 91 bilhões ao longo de 25 anos em todo o País”, disse Bernardo Figueiredo. Somente em Mato Grosso do Sul serão investidos R$ 10 bilhões com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) em até 80%.

A audiência pública realizada na sexta-feira (16) teve a participação maciça de prefeitos e vereadores, especialmente dos municípios impactados diretamente pelos ramais ferroviários. “Sem dúvida tivemos aqui a oportunidade excepcional de contar com a exposição do Bernardo Figueiredo, um especialista em logística, presidente da empresa responsável pelos estudos, pelos projetos, pela elaboração dos editais e pela licitação das concessões, e a grande participação dos prefeitos e vereadores mostra o interesse dos municípios e do nosso Estado pela ferrovia. Falamos de ferrovia, rodovia e portos com transparência, ouvindo democraticamente todos que vieram a essa audiência pública”, avaliou Delcídio.

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