Com desafio de crescimento para o setor agropecuário e uma nova etapa para o segmento em Mato Grosso do Sul, a Frente Parlamentar Estadual de Defesa do Agronegócio e do Cooperativismo foi lançada nesta segunda-feira (22) na Assembleia Legislativa.
Ao prestigiar o evento, a deputada federal Tereza Cristina disse que esta Frente é um desafio em Mato Grosso do Sul já que o agronegócio possui papel fundamental no Estado e pelo destaque no número de parlamentares que representam o setor cooperativista.
Tereza espera que com esta Frente Estadual o agronegócio de Mato Grosso do Sul faça a diferença. “É preciso ter união. Nosso Estado precisa cada vez mais deste segmento. É necessário que tenhamos cooperativas fortes e eficientes resolvendo as coisas de maneira muito mais fácil”, disse.
Assim como a da Câmara dos Deputados, em Brasília, a Frente em Mato Grosso do Sul tende a ser referência para aglutinar outros segmentos no julgamento da parlamentar federal. “Lá temos uma Frente organizada, focada e que realmente trabalha em prol do agronegócio brasileiro. Temos a cada dia ganhado mais espaço e mais força. Se os parlamentares fecharem sobre qualquer tema, tenho convicção de que ganha qualquer questão. Na Casa temos 230 deputados ativos que discutem os mais variados problemas que afligem a nossa agropecuária”, explicou Tereza Cristina.
Atuação
Em Brasília a Frente Parlamentar do Agronegócio tem debatido os principais gargalos dos produtores rurais e do setor produtivo no país. A resolução de conflitos indígenas, a demarcação de terras que está em análise pela PEC 215, as expectativas de crédito para o produtor, pequeno e grande, são demandas que têm entrado diariamente na pauta da Frente em que Tereza Cristina é vice-presidente pelo Centro-Oeste.
Alguns destes assuntos afetam diretamente Mato Grosso do Sul como o conflito agrário para demarcação de terras indígenas, alegou a deputada federal Tereza Cristina. “Neste caso defendemos uma política nacional para os povos indígenas, só assim esse impasse será resolvido de uma vez por todas no Congresso Nacional. É uma expectativa de todos que atuam no agronegócio e que sabem os problemas indígenas que temos enfrentado”, descreveu Tereza.
Atualmente, no Estado, existem 86 propriedades invadidas há mais de cinco anos, contabilizou a deputada. “Isso é muito preocupante. Sabemos o que este cenário trás de prejuízo para o Estado e para os municípios. Uma propriedade invadida deixa de produzir, gerar renda, emprego e riquezas para sua região”, alertou.
Crédito
Outra inquietação demonstrada pela deputada Tereza Cristina é relacionada ao crédito rural. Mesmo com uma Frente Parlamentar atuante em defesa do agronegócio, o crédito ainda é um gargalo para os produtores do país. “Estamos atravessando uma crise não só econômica, mas de credibilidade. Temos hoje um problema com o crédito que vem para a agricultura e temos atuado de maneira pró ativa para que isso seja modificado. As conversas com o Banco do Brasil, Banco Central e Ministério da Agricultura e Pecuária tem sido em tom de defesa dos interesses do agronegócio. Os recursos precisam chegar até a ponta, no tempo em que se faz necessária a continuidade das ações na agricultura, para que este setor continue sendo o pilar para a economia nacional”, enfatizou a parlamentar.
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