Mesmo se mostrando extremamente preocupada com a situação vivida em Mato Grosso do Sul com as invasões e demarcações de terras indígenas, a deputada federal Tereza Cristina (PSB-MS) concordou em aguardar uma posição do Ministério da Justiça antes de convocar o titular da pasta, ministro José Eduardo Cardozo para prestar esclarecimentos à Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, sobre conflitos entre indígenas e proprietários rurais no estado.
A proposta, de aguardar a convocação do ministro, foi apresentada pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) e endossada por Tereza Cristina nesta quarta-feira (5) durante reunião da Comissão na Câmara dos Deputados, em Brasília. “Concordo com a retirada do requerimento até terça-feira para esperar uma resposta do ministro e se não houver solução a convocação é necessária e deverá ser feita”, enfatizou Tereza.
Segundo o deputado Heinze há uma grande preocupação com o pacto feito com toda a bancada de Mato Grosso do Sul, antes do recesso branco do Congresso, para que as invasões de propriedades rurais fossem solucionadas. “Esse assunto não evoluiu e esta semana houveram mais três invasões. Ainda tivemos notícias de que carros da Funai [Fundação Nacional do Índio] estão entrando com índios nas propriedades invadidas”, alegou o parlamentar ao complementar: “É preciso que o governo solucione esse impasse”, frisou.
Para a deputada Tereza Cristina é preciso que o governo Federal tenha vontade política para resolver a problemática das demarcações de terras indígenas, só assim o conflito entre produtores e índios teria fim. “Agora temos ocupações em terras que sequer estão sendo avaliadas para demarcações. Isso é invasão, são propriedades de pequenos agricultores que não se consegue, se quer, a reintegração de posse”, declarou Tereza.
Tereza demostrou-se apreensiva quanto a continuidade da produção nas terras invadidas. “Temos a colheita do milho parada, o adubo que os proprietários das terras têm dentro de sua fazenda, em alguns locais temos terras arrendadas que os produtores não conseguem retirar o gado. Enfim, é um caos. Sentimos numa importância total”, falou a deputada federal.
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