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Política

Barbosinha defende criação de CPI para investigar diferença nos preços de combustíveis em MS

9 outubro 2015 - 02h22 Por Assessoria

 

O aumento do combustível e os diferentes preços praticados nos municípios de Mato Grosso do Sul voltaram a ser debatidos no Plenário Júlio Maia, na sessão ordinária desta quinta-feira (8), realizada na Assembleia Legislativa. O deputado estadual José Carlos Barbosinha (PSB) defende a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com objetivo de apurar possíveis irregularidades nos diferentes preços dos combustíveis aplicados no Estado.

Para o deputado Barbosinha, não existe uma linearidade em relação aos valores praticados nos municípios do interior, podendo ser constatada uma diferença que varia de R$ 0,15 a R$ 0,25, entre uma cidade e outra. “Porque em Campo Grande é mais barato? O Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul (Setelog/MS), diz que o frete não acarreta aumento, de um local para outro, pois custa no máximo R$ 0,03 centavos por litro. Já o etanol, que sai a R$ 1,35 das usinas e chega a dobrar de valor ao ser comercializado pelos postos de combustíveis. Segundo informações do secretário-adjunto de Fazenda, Jader Julianelli, a margem de lucro é de 48%, quando chega ao consumidor. E quando vai para os estados do Paraná (PR) e São Paulo (SP), o preço aplicado por eles é menor. Quanto ao diesel, mesmo com redução de alíquota pelo Governo, o valor em que está sendo comercializado permanece caro”, relatou Barbosinha.

De acordo com o parlamentar, o fato determinado é exatamente este, saber qual a equação que as distribuidoras usam ao venderem a um preço para Campo Grande, que é muito inferior ao preço final praticado pelas cidades do interior. “Acredito que há formação de cartel e dumping, em que grupos poderosos quebram os pequenos proprietários, retirando a possibilidade da livre concorrência, isso configura abuso econômico. De janeiro a junho, por todos estes meses as distribuidoras praticaram preços diferentes, isso é suficiente para a abertura da Comissão”, reiterou.

Em depoimento durante a audiência pública “Preço dos Combustíveis: Queremos saber a verdade, o empresário Nilton Braz Giraldelli afirmou que está difícil obter seu segundo posto de gasolina em Campo Grande. “Aqui existem mais de 180 postos. O problema é que os fortes, donos de grandes redes, escravizam os preços e quem sofre são os pequenos”, denunciou.

Barbosinha ainda comentou o último reajuste no preço da gasolina e do diesel, ocorrido no dia 30 de setembro, que também atingiu o valor do etanol, o que, para ele, não tem justificativa. “É extremamente importante a investigação de tudo que esteja ligado ao preço dos combustíveis, pois esse lucro desenfreado, desmedido e sem causa tem que ser cessado, serão coletadas as assinaturas e atendidas todas as exigências para a instauração da CPI, com objetivo de defender os interesses dos consumidores sul-mato-grossenses”, concluiu.

 

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