A deputada Tereza Cristina (PSB-MS), vice-presidente do Centro-Oeste da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), discutiu os altos custos das sementes no país, durante audiência na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados.
Ao abrir o debate, a parlamentar sul-mato-grossense, lembrou que o setor está trabalhando para preservar as pesquisas, e, ao mesmo tempo, diminuir os custos das sementes que em alguns casos prejudica muito o produtor rural. "Nós entendemos a necessidade dos royalties, mas é preciso encontrar um meio termo”, explicou Tereza Cristina, ao falar na audiência pública.
O custo final das sementes, especialmente, as transgênicas têm gerados várias indagações para setor produtivo. "Nosso custo final era um dos itens que ajudava o produto nacional a ser competitivo, mas além de outros fatores como câmbio, agora o valor das sementes está transformando o custo benefício quase impraticável”, reclamou a deputada ao debater o assunto na câmara.
A Biotecnologia
O presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Almir Dalpasquale, chamou atenção para os altos custos da biotecnologia no Brasil, que impactam o custo das sementes e, logo, o custo de produção para o agricultor.
Segundo Dalpasquale, que é em Mato Grosso do Sul, muitas vezes o produtor não encontra no mercado sementes que não sejam de última geração, porque grandes empresas dominam o mercado e só oferecem produtos com alta rentabilidade para elas.
Ele considera importante que estejam disponíveis no mercado também “variedades convencionais” de sementes. De acordo com Almir, as sementes de alta tecnologia não necessariamente trazem mais produtividade. A deputada federal Tereza Cristina reforçou esse questionamento, lembrando que é preciso um meio termo, para garantir a rentabilidade do campo e também os investimentos em pesquisa, tão importantes para a produção agrícola do Brasil.
Durante os debates, a deputada Tereza Cristina, lembrou ainda que as empresas precisam comprovar que as sementes transgênicas de fato trazem vantagens para o produtor e não causam danos à saúde da população. Ela ressaltou que os valores dos royalties sobre as sementes transgênicas são exagerados. A deputada defendeu que o projeto (PL 827/15) que altera a Lei de Proteção de Cultivares (Lei 9.456/97) e proteja a pesquisa brasileira, pois as empresas nacionais dessa área “estão desaparecendo”.
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