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Reunião de Dilma com senadores do PT pode acelerar nomeações em cargos federais em MS

26 maio 2011 - 15h24

A falta de sintonia entre os senadores do PT e o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, poderá contribuir, indiretamente, para acelerar o processo de nomeações em cargos federais em Mato Grosso do Sul.

É que alertada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma suposta falta de atenção de Palocci aos senadores petistas, a presidente Dilma Rousseff prometeu, nesta quarta-feira (25), “entrar em campo” para equacionar o impasse.

Dilma agendou para esta quinta-feira - ou no máximo amanhã - um encontro com os senadores da legenda para, ela própria, tentar resolver questões que o ministro da Casa Civil vinha protelando nos últimos dias.

Na reunião com os senadores do PT, Dilma pretende então atender demandas como nomeações de aliados dos parlamentares e a liberação de verbas para obras prometidas por estes em seus Estados de origem.

É aí então que entraria a questão dos cargos federais em MS. De olho em pastas cobiçadas principalmente pelo grupo do governador André Puccinelli (PMDB), seu adversário político, que abocanhou, nos últimos dias, a pasta da Funasa, mantendo no posto o socialista Flávio Brito, o senador petista Delcídio do Amaral pretende aproveitar a reunião com Dilma para forçá-la a nomear membros regionais do PT para os postos de comando do Ibama, Incra e Eletrosul, por exemplo, ocupados atualmente por adversários dos petistas.

Estariam cotados para essas funções, por exemplo, os ex-deputados estaduais Pedro Teruel e Amarildo Cruz, além da professora universitária e advogada Tatiana Ujacow (PV), que disputou como vice de Zeca do PT as eleições ao governo em 2010, e do ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), aliado tradicional dos petistas em MS. 

Delcídio também estaria propenso a pedir à Dilma que intervenha para que o PT destrone Flávio Brito da Funasa em MS. Nesse caso, a presidente estaria desautorizando o próprio Palocci e o ministro Alexandre Padilha (Saúde), que há cerca de duas semanas endossaram pedido feito pelo deputado peemedebista Geraldo Resende para manter Brito a frente da Fundação.


 


Da Redação/Fonte: Conjuntura Online

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