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Dourados vai produzir 60 toneladas de mel em 2011

21 junho 2011 - 14h59 Por Markito

Produção de mel este ano deve superar a do período anterior, estimam produtores

A cidade de Dourados vai produzir este ano 60 toneladas de mel. A expectativa é do presidente da Cooperativa de Apicultores de Mato Grosso do Sul, Serilo Gardin. Segundo ele, o momento é de recuperar os recordes já alcançados por Dourados na produção de mel. Ele explica que há 10 anos a cidade gerava mais de 70 toneladas do produto mas devido ao clima dos últimos anos, desfavorável para a apicultura, a média de produção caiu para cerca de 45 toneladas ao ano.

De acordo com o presidente, houve temporadas de muita chuva ou muita seca, que prejudicaram os trabalhos das colméias, baixando a produção. Este ano, segundo o produtor, já houve melhora na primeira safra, no início do ano, o que deve se repetir na segunda coleta de produção. “Basta torcer para que o bom Santo Pedro decida manter o clima”, brinca.

Segundo o presidente, outro motivo de preocupação para os produtores é a expansão da cana de açúcar em Dourados. “As abelhas acabam sendo atraídas por secreções da planta da cana e produzem melado ao invés de mel. A diferença está no gosto e na composição do produto. O mel floral é rico em sais minerais, cálcio, fósforo, ferro e proteínas. O melado só tem sacarose e não tem valor comercial”, explica, observando que defensivos agrícolas utilizado nas lavouras são motivo de preocupação para morte de abelhas.

Serilo diz que hoje Dourados conta com 20 produtores de mel. A maioria atua na cooperativa. Cerca de 80% da produção é comercializado dentro do próprio município e o restante encaminhado para Campo Grande. O quilo do mel é vendido para entrepostos no valor de R$ 5 e revendido a uma média de R$ 10. Durante o ano, a apicultura movimenta a economia do município em cerca de R$ 1,5 milhão.

Ele diz que o desafio para os produtores é conseguir incentivos. “Apesar da cooperativa, a aquisição de financiamentos ainda é difícil porque muitos não se enquadram no perfil exigido pelo banco. Ainda existe burocracia e os impostos, apesar de amenos devido a cooperativa, ainda poderiam ser menores”, destaca.

Ceyd Moreles/Fonte: Dourados Agora

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