São mais de 800 associados aptos a votar na eleição que definirá a nova diretoria da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul). E durante a tarde desta segunda-feira (8), membros da entidade comparecem ao tatersal de elite 1 do Parque de Exposições Laucídio Coelho para registrar sua preferência entre os concorrentes.
Duas chapas disputam a eleição: "A força do Agronegócio", liderada por José Lemos Monteiro, o Zeito, e "Gestão e Produção", de Francisco Maia, candidato à reeleição.
Para a votação, feita através de cédulas, quatro urnas foram requisitadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A comissão responsável pelo pleito até o momento de seu término é presidida por Antônio Malvazo de Moura e secretariada por Leonardo Leite de Barros e Max Antônio de Souza Moraes.
Os associados têm até as 20 horas para votar. “Assim que terminar o período de votação, realizaremos os procedimentos de encerramento. Feito isso, abriremos as urnas e iniciaremos imediatamente a apuração dos votos. A contagem não deve passar de uma hora, e creio que no máximo até as 21h30 já saberemos o resultado”, prevê Moura.
Expectativas
Zeito, da chapa “A Força do Agronegócio”, está confiante e garante que sua pretensão é trabalhar para defender os interesses da categoria. “Nossa expectativa é vencer hoje, o produtor rural está conosco. Com o programa que temos para defender os interesses dos associados, creio que os criadores votarão em peso”, aposta o candidato.
Acompanhando tudo de perto, Zeito passou a tarde toda no local de votação ao lado de seus aliados. “Já votei bem no início, ficarei aqui até o final e assistirei a apuração”, garantiu.
Do outro lado está Francisco Maia, que destaca a disputa acirrada como positiva e busca a reeleição. “Isto aqui é uma festa democrática, um exercício de cidadania para os produtores rurais. Eu me sinto vitorioso porque quando assumi a Acrissul foi uma eleição de chapa única, ninguém queria o cargo. Hoje vejo que na minha sucessão tem essa mobilização, de grande interesse e participação dos associados. E com isso, quem ganha é a entidade”, afirma Maia.
Comparecimento
A partir das 13 horas, associados que queriam garantir o voto já no começo do pleito chegavam à Acrissul. Quem compareceu por volta das 14 horas teve até que enfrentar fila, mas logo todos foram às urnas e o tempo espera diminuiu.
Por volta das 14h30 o prefeito Nelsinho Trad chegou ao Parque de Exposições e falou sobre o impasse anterior à realização do pleito. “Não acho que foi complicado, é um processo democrático, de disputa, de embate. Precisamos desse momento para ter duas chapas comprometidas com a entidade. Essa eleição será definitiva para o futuro dessa classe tão sofrida que é a classe do produtor rural”, acredita o prefeito.
Pouco tempo depois foi a vez da primeira dama da Capital, Maria Antonieta Trad, dar seu voto na instituição. “Nosso Estado tem o agronegócio na base da economia, e este está ficando cada vez mais forte com tudo que tem sido feito. Eu fico muito feliz de participar de um pleito como este”, comemora.
Quase no fim da tarde o governador André Puccinelli chegou ao Parque de Exposições para dar seu voto. “Toda eleição é importante, estou aqui como produtor rural para dar meu voto na chapa que eu acredito ser a mais indicada para assumir a direção da entidade”. Quando perguntado sobre qual seria seu candidato, Puccinelli limitou-se a dizer que “o voto é secreto”.
A votação segue até as 20 horas no tatersal de elite 1 do Parque de Exposições Laucídio Coelho, e a apuração do resultado começa logo após no mesmo local.
Adiamento da eleição
Depois de polêmicas entre as duas chapas concorrentes, a juíza Gabriela Müller Junqueira, da 7ª Vara Cível de Campo Grande, determinou a suspensão da eleição, que deveria ter acontecido no dia 7 de junho.
A magistrada tomou a decisão por conta da ação cautelar movida pela chapa "A Força do Agronegócio", encabeçada pelo pecuarista José Lemos Monteiro, que alegou descumprimento do estatuto e falta de transparência no processo por parte da atual diretoria da entidade.
No dia em que deveria acontecer o pleito, o então presidente da Acrissul, Francisco Maia, licenciou-se do cargo em comunicado oficial deixando o vice-presidente Jonathan Pereira Barbosa no comando da instituição.
Francisco Maia solicitou a licença afirmando que iria trabalhar em sua campanha de reeleição.
Camila Bertagnolli
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